I'm leaving for the north east, to spend a couple of weeks in the timeless limbo of an ancient little town. I'll be back January 4th, to implement a few changes in here, like I did last year... Merry Christmas to all of you. And Happy New Year.
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
quarta-feira, dezembro 17, 2003
I'm leaving for the north east, to spend a couple of weeks in the timeless limbo of an ancient little town. I'll be back January 4th, to implement a few changes in here, like I did last year... Merry Christmas to all of you. And Happy New Year.
domingo, dezembro 14, 2003
Insomnia.
Triggered by that powered-up version of the sickness that visited me when I stopped seeing the shrink. It has an obvious conection with our yearly visit to our relatives in the north-east. Every time we get ready to go, I get sick. Sometimes it happens when I'm there. But this time, it´s the same sickness, teaming up with this ever growing whisper that beckons me to end my life. Yesterday, at grandma's early christmas dinner, I gave in to my monster and scurried to the bathroom to get rid of the nuisance in my stomach. I once believed it could lessen the symptoms. But I discovered terrified yesterday that it does little or no difference. So today, I'm here... Trying hard to hold it all in while it digests. I hate eating... It seems to be all the more terrifying at night for some reason. In daylight, it isn't so bad. But at night it drives me insane. Someone make it stop...
I think about going to that now not so timeless place in the north-east and it frightens me to think that it might be even worse up there. Specially now with so many emotional complications that could intensify my nightly suffering: the end of one of my university courses that brings a next year full of doubts, and the ghost of aunt Margot.
I don't believe in ghosts. Not in the common sense, anyway. I believe that, when a person recently dies, their loved ones, and specially the people who lived with the person, are in such ways traumatized by the loss, that they reach that state in which everything reminds them of the recently deceased. They obssess. So it wouldn't be uncommon to hear the person's voice, like one can hear a song one has been singing far away in the distance and believe it was real. Likewise, it would be perfectly normal, with so many references, to dream about the deceased.
This severe state of mourning is the closest thing for me to being haunted.
Will we be haunted up there?
Triggered by that powered-up version of the sickness that visited me when I stopped seeing the shrink. It has an obvious conection with our yearly visit to our relatives in the north-east. Every time we get ready to go, I get sick. Sometimes it happens when I'm there. But this time, it´s the same sickness, teaming up with this ever growing whisper that beckons me to end my life. Yesterday, at grandma's early christmas dinner, I gave in to my monster and scurried to the bathroom to get rid of the nuisance in my stomach. I once believed it could lessen the symptoms. But I discovered terrified yesterday that it does little or no difference. So today, I'm here... Trying hard to hold it all in while it digests. I hate eating... It seems to be all the more terrifying at night for some reason. In daylight, it isn't so bad. But at night it drives me insane. Someone make it stop...
I think about going to that now not so timeless place in the north-east and it frightens me to think that it might be even worse up there. Specially now with so many emotional complications that could intensify my nightly suffering: the end of one of my university courses that brings a next year full of doubts, and the ghost of aunt Margot.
I don't believe in ghosts. Not in the common sense, anyway. I believe that, when a person recently dies, their loved ones, and specially the people who lived with the person, are in such ways traumatized by the loss, that they reach that state in which everything reminds them of the recently deceased. They obssess. So it wouldn't be uncommon to hear the person's voice, like one can hear a song one has been singing far away in the distance and believe it was real. Likewise, it would be perfectly normal, with so many references, to dream about the deceased.
This severe state of mourning is the closest thing for me to being haunted.
Will we be haunted up there?
quarta-feira, dezembro 10, 2003
Assim termina a história...
Minha banca de graduação começou às 9:30 da manhã de hoje, com meia hora de atraso devido a um dos convidados, na fundação. Estavam presentes, além de mim, da Dora e dos convidados (o professor Carlito Contini e Agnaldo Farias), uma boa parte de meus amigos e de todas as musas retratadas ao longo dos anos de curso. Ausências sentidas: Nana que, pelo que eu entendi, tinha uma aula para dar (??); e a Blonde Muse, que eu deveras ficaria surpreso se aparecesse...
Meus julgadores foram suaves comigo, elogiaram a técnica e o pequeno livro que eu escrevi com crônicas sobre cada musa. Como eu esperava, enquanto Agnaldo deu maior importância ao fato de retratar mulheres, do livro e de todo o lance sobre apresentar personagens; Carlito deteve-se na variedade de técnicas. Cobriram assim os dois escopos do meu trabalho. Como planejado. Agnaldo ainda lençou uma crítica à assepsia dos ambientes da fundação: tudo colocado em paredes imaculadamente brancas, como em uma galeria. E ainda disse-me que eu devia ter colocado junto dos quadros os meus esboços e estudos. O processo também é importante... Adorei quando reconheceu que sou alguém orientado parr resultados e quando se referiram à série como uma pesquisa mesmo. Dora obviamente manteve-se calada o tempo todo, como faz em todas as bancas de seus orientandos. No final, depoimentos de mamãe, duas notas 10 e um 9 (do Carlito, que disse que conversaremos depois....), e um graduando de artes plásticas muito aliviado.
Sai daquilo tudo com uma sensação de leveza incrível. E meio fora de contexto, visto que todo mundo continua angustiado porque vai apresentar: minha apresentação foi a primeira de todas! Passei o resto da manhã em um estado de êxtase indescritível. Mas depois, senti que faltou alguma coisa. Eu havia me preparado para uma discussão tão mais ferrenha, mais complexa. E nada daquilo foi trazido à tona. Tenho certeza de que, da póxima vez que encontrar Dora, ela terá uma ou duas coisas para me dizer a respeito. Mas por enquanto, quero só curtir um suspiro de alívio...
*Suspiro*
Minha banca de graduação começou às 9:30 da manhã de hoje, com meia hora de atraso devido a um dos convidados, na fundação. Estavam presentes, além de mim, da Dora e dos convidados (o professor Carlito Contini e Agnaldo Farias), uma boa parte de meus amigos e de todas as musas retratadas ao longo dos anos de curso. Ausências sentidas: Nana que, pelo que eu entendi, tinha uma aula para dar (??); e a Blonde Muse, que eu deveras ficaria surpreso se aparecesse...
Meus julgadores foram suaves comigo, elogiaram a técnica e o pequeno livro que eu escrevi com crônicas sobre cada musa. Como eu esperava, enquanto Agnaldo deu maior importância ao fato de retratar mulheres, do livro e de todo o lance sobre apresentar personagens; Carlito deteve-se na variedade de técnicas. Cobriram assim os dois escopos do meu trabalho. Como planejado. Agnaldo ainda lençou uma crítica à assepsia dos ambientes da fundação: tudo colocado em paredes imaculadamente brancas, como em uma galeria. E ainda disse-me que eu devia ter colocado junto dos quadros os meus esboços e estudos. O processo também é importante... Adorei quando reconheceu que sou alguém orientado parr resultados e quando se referiram à série como uma pesquisa mesmo. Dora obviamente manteve-se calada o tempo todo, como faz em todas as bancas de seus orientandos. No final, depoimentos de mamãe, duas notas 10 e um 9 (do Carlito, que disse que conversaremos depois....), e um graduando de artes plásticas muito aliviado.
Sai daquilo tudo com uma sensação de leveza incrível. E meio fora de contexto, visto que todo mundo continua angustiado porque vai apresentar: minha apresentação foi a primeira de todas! Passei o resto da manhã em um estado de êxtase indescritível. Mas depois, senti que faltou alguma coisa. Eu havia me preparado para uma discussão tão mais ferrenha, mais complexa. E nada daquilo foi trazido à tona. Tenho certeza de que, da póxima vez que encontrar Dora, ela terá uma ou duas coisas para me dizer a respeito. Mas por enquanto, quero só curtir um suspiro de alívio...
*Suspiro*
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Quizzes!!
Long time since the last one, huh?

SNIPER: You love your gun. Maybe a little too
much, but you're very, very good at handling
him/her. See that mosquito on that wall 200
yards away? I bet you could hit it if you
tried...
Which Type of Assassin Are You?
brought to you by Quizilla
Woo!!
Yeah, I used to be a pain in the butt to other Counter Strike players....
Long time since the last one, huh?
SNIPER: You love your gun. Maybe a little too
much, but you're very, very good at handling
him/her. See that mosquito on that wall 200
yards away? I bet you could hit it if you
tried...
Which Type of Assassin Are You?
brought to you by Quizilla
Woo!!
Yeah, I used to be a pain in the butt to other Counter Strike players....
No sonho de hoje, eu estava em uma fazenda em algum lugar, uma rave. E a primeira de duas atrações da noite eramos eu e o Alex apresentando uma pequena coleção de dance music. Eu sentia como se eu sequer tivesse participado na criação daquilo tudo. Não que ele tivesse... Mas tinha aquele sentimento de estar na minha finest hour. A sensação que acho que vou ter na apresentação dos meus retratos daqui a dois dias. Espero que eu não sinta que eu sequer participei da criação deles...
A segunda atração era um grupo de teatro amador, apresentando qualquer coisa a ver com a vida no circo. Nada a ver com música eletrônica. Essas coisas bizarras de sonho.
A segunda atração era um grupo de teatro amador, apresentando qualquer coisa a ver com a vida no circo. Nada a ver com música eletrônica. Essas coisas bizarras de sonho.
sábado, dezembro 06, 2003
It's been a long time since she cut her hair. And it did her some good: she now looks all the more like some film noir actress. It suits her. Even though she has changed her behaviour into somethimg more Bossa-Nova-like.
She seems happier too. I'm glad.
The nickname I used for her no longer seems fitting. I get that feeling of inadequacy every time I have to write it in here. It's not her anymore. So I guess I'll change it to the name we all know her by.
Or perhaps I'll just cut the crap and stop calling people by nicknames.
But I'm getting off the subject.
I've dreamed of her. And of other important people. The girls in the university bare an odour of cigarettes that reminded me vividly of her flesh a few nights ago. And then the other day, I was hit by that feeling of helplessness, of being in the world for no reason and having to deal with my organic body. It made me sick. Those things that only she understood and shared. The old her, I mean. I'm not sure this new her still feels or cares about these things.
Ignore this. I'm just wondering if she still visits this Neverland.
She seems happier too. I'm glad.
The nickname I used for her no longer seems fitting. I get that feeling of inadequacy every time I have to write it in here. It's not her anymore. So I guess I'll change it to the name we all know her by.
Or perhaps I'll just cut the crap and stop calling people by nicknames.
But I'm getting off the subject.
I've dreamed of her. And of other important people. The girls in the university bare an odour of cigarettes that reminded me vividly of her flesh a few nights ago. And then the other day, I was hit by that feeling of helplessness, of being in the world for no reason and having to deal with my organic body. It made me sick. Those things that only she understood and shared. The old her, I mean. I'm not sure this new her still feels or cares about these things.
Ignore this. I'm just wondering if she still visits this Neverland.
terça-feira, dezembro 02, 2003
Abriu na semana passada a 35a Anual de Artes Plásticas da fundação. neste ano não estou participando: não pude mandar nenhuma das minhas pinturas, pois estariam no trabalho de graduação, e mandei umas fotos que, sinceramente, estava muito mal montadas. Anyway, já tenho duas Anuais nas costas e não estou tão frustrado assim.
Pra quem se interessar em dar uma passada, aconselho alguns trabalhos.
Marcela Tiboni tem três fotos e um vídeo muito bom, onde ela pergunta raivosa "por que a pintura não grita?", com uma boca transbordando de tinta. Há o vídeo da Vera Uberti, onde um enorme cubo de espelhos flutua imaculado na poluição nojenta de um dos rios da cidade. Contraponto magnífico entre o sutil, perfeito e lógico; e o infecto, violento e irracional. Há as fotografias de Marina Landherr onde impressões em alto relevo de estruturas ósseas dos manuais de anatomia são feitas sobre fotografias do corpo dela. Dois significantes para o mesmo significado. No mesmo caminho vai o trabalho de Felipe Cama, em que uma foto erótica é mostrada ao lado de seu correspondente: mais de trinta páginas da mesma imagem transformada em linguagem binária (1 e 0). Não é uma idéia muito original, mas é um trabalho interessante. Giuliano Montijo aparece, mais uma vez, com seus trabalhos feitos de lixo. Dessa vez, ele reconstruiu uma máquina de pinbal com partes encontradas no lixo. Bolinhas de gude substituem as de ferro e nenhum vidro separa o jogador das bolinhas, dando-lhe a possibilidade de interferir no jogo: sonho de todo veterano de pinball. Cito ainda as fotos misteriosas de Renata Terepins, com personagens complexos que parecem ter vindo de um filme de Almodovar, e a série Casa das Dores, de Laura Daviña, onde diminutas casinhas feitas de carne crua são fotografadas espalhadas no corpo da artista.
Detestei o trabalho de Roger Basseto, que tomou os papéis dados por crianças nos semáforos pedindo esmola e emoldurou-os com molduras douradas. Coisa nojenta de sacralizar a miséria, valer-se do sofrimento dos outros. Enquanto eu via aquelas molduras, duas socialites ao meu lado elogiavam aquilo. Era tão horrível. Não fosse pela moldura, elas teriam jogado aqueles papeis na rua e fechado o vidro blindado do carro na cara das crianças que lhes ofereceram os papéis... mas estavam aqui, apreciando aquilo como se a tipografia usada nos bilhetes fosse a obra prima de Basseto. É claro que tem toda uma discussão social em cima disso que é muito válida. Mas eu achei nojento. Simplesmente horrendo.
Também não gostei das pinturas de Rodrigo Bivcar e as monotipias gigantescas de Alice Freire. Em toda Anual tem pelo menos duas de cada estilo, feitas por pessoas diversas. Eles não se cansam disso?
Não vou falar dos trabalhos que não despertaram nada em mim. Gastaria inúmeras linhas com isso e não me interessa. De modo geral, achei que a montagem ficou melhor que a do ano passado, mas os trabalhos, salvo excessões, estão mais fracos.
Mas ainda vale uma visita.
Pra quem se interessar em dar uma passada, aconselho alguns trabalhos.
Marcela Tiboni tem três fotos e um vídeo muito bom, onde ela pergunta raivosa "por que a pintura não grita?", com uma boca transbordando de tinta. Há o vídeo da Vera Uberti, onde um enorme cubo de espelhos flutua imaculado na poluição nojenta de um dos rios da cidade. Contraponto magnífico entre o sutil, perfeito e lógico; e o infecto, violento e irracional. Há as fotografias de Marina Landherr onde impressões em alto relevo de estruturas ósseas dos manuais de anatomia são feitas sobre fotografias do corpo dela. Dois significantes para o mesmo significado. No mesmo caminho vai o trabalho de Felipe Cama, em que uma foto erótica é mostrada ao lado de seu correspondente: mais de trinta páginas da mesma imagem transformada em linguagem binária (1 e 0). Não é uma idéia muito original, mas é um trabalho interessante. Giuliano Montijo aparece, mais uma vez, com seus trabalhos feitos de lixo. Dessa vez, ele reconstruiu uma máquina de pinbal com partes encontradas no lixo. Bolinhas de gude substituem as de ferro e nenhum vidro separa o jogador das bolinhas, dando-lhe a possibilidade de interferir no jogo: sonho de todo veterano de pinball. Cito ainda as fotos misteriosas de Renata Terepins, com personagens complexos que parecem ter vindo de um filme de Almodovar, e a série Casa das Dores, de Laura Daviña, onde diminutas casinhas feitas de carne crua são fotografadas espalhadas no corpo da artista.
Detestei o trabalho de Roger Basseto, que tomou os papéis dados por crianças nos semáforos pedindo esmola e emoldurou-os com molduras douradas. Coisa nojenta de sacralizar a miséria, valer-se do sofrimento dos outros. Enquanto eu via aquelas molduras, duas socialites ao meu lado elogiavam aquilo. Era tão horrível. Não fosse pela moldura, elas teriam jogado aqueles papeis na rua e fechado o vidro blindado do carro na cara das crianças que lhes ofereceram os papéis... mas estavam aqui, apreciando aquilo como se a tipografia usada nos bilhetes fosse a obra prima de Basseto. É claro que tem toda uma discussão social em cima disso que é muito válida. Mas eu achei nojento. Simplesmente horrendo.
Também não gostei das pinturas de Rodrigo Bivcar e as monotipias gigantescas de Alice Freire. Em toda Anual tem pelo menos duas de cada estilo, feitas por pessoas diversas. Eles não se cansam disso?
Não vou falar dos trabalhos que não despertaram nada em mim. Gastaria inúmeras linhas com isso e não me interessa. De modo geral, achei que a montagem ficou melhor que a do ano passado, mas os trabalhos, salvo excessões, estão mais fracos.
Mas ainda vale uma visita.
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