quinta-feira, julho 29, 2004

Voltando do trabalho para casa um dia desses, encontrei Rafaella (Fairy)no ônibus. Saudades que tinha daquele rosto e daquele jeito... Rafaella tem alguma coisa que destaca seu rosto do mar de rostos. Quisera ter feito esta constatação enquanto escrevia meu TCC do curso de artes. É algo com a mesma potência, mas diametralmente oposto ao que destaca o rosto de Tink. Esta chama a atenção pelas cores. É como um ponto colorido em meio a uma enorme composição cinza. E a luz, que a ilumina diferente das outras pessoas: aquele brilho dourado. Já a Rafaella é um outro assunto. O que a destaca dos outros é a forma, a linha e não a cor. A forma daqueles olhos escorpionídeos (será este o signo dela?), as sombras que acentuam os ângulos naquele rosto. O curioso: a irmã de Rafaella é loira de olhos azuis. Ambas são como luz e sombra.

Rafaella continua no curso de arquitetura. E disse que também estava mexendo com alguma coisa relativa a comerciais de TV. Eu, por outro lado, não tive cara para contar-lhe que seu retrato foi a primeira baixa da minha coleção de retratos: corroído pelo mofo do excessivamente úmido ateliê na casa da minha avó. Consegui salvar a Virgem e o Menino quando isso aconteceu no ano passado, mas desta vez, cheguei tarde.

Em outro assunto, foi realmente bom deixar de lado os apelidos. Começo a reconhecer o quão belos são alguns dos nomes originais. Mas Tinkerbell será para sempre Tinkerbell.

sábado, julho 24, 2004

It's a strange sort of satisfaction this one that comes with work. Yesterday, at dad's birthday, I had just accepted a huge freelance job to deliver next tuesday and my phone rang with another quick offer from these guys I know at an atelier who wanted me to pose for one of their drawing sessions. All this besides my regular morning job. I hung up and dad looked at me with a proud smile on his face. To think that three months ago I was depressed because I couldn't land a job. Or that a couple of weeks ago, I was wondering if I would need another six months to find the next one.
I've known people who found great satisfaction in other things in life besides their career. Traveling, eating, gaming... you name it. And most of them would roll their eyes at me at the thought of being so satisfied with work. But you see, I've been bred to be a professional. No matter the career. What I do truly is who I am. Edward Norton's line in Fight Club ("You are not your job...") doesn't exactly apply to me.

quarta-feira, julho 21, 2004

E por falar na agência, estou trabalhando com a produção de um mascote para um programa social de uma conhecida emissora de rádio. Não vem ao caso os nomes...
Começando a fazer os rascunhos, a primeira coisa que fiz foi desenhar no canto da folha todos os diferentes estilos de olhos de cartoon que eu conheço, para escolher um que nortearia o estilo do desenho.

Horas depois, voltando para casa, comecei a pensar nisso. Tem tanto cartunista que é reconhecido por um estilo específico de desenho, com seus tipos específicos de olhos e bocas, narizes, mãos, pernas, e pés. Obviamente, um cartunista profissional precisa de sua identidade. Precisa ter um tipo específico de caricatura para que as pessoas o reconheçam e se lembrem dele quando precisarem de algo com aquele estilo. Mas me pareceu como uma estagnação o cartunista ter apenas aquele estilo. Quer dizer que ele parou de pesquisar, de experimentar e de observar. Acha-se uma pessoa completa, formada, sem espaço para aprender. Profissional que curte mesmo o desenho tem que aprender a fazer de tudo. Desde um estilo grunge, gótico e violento como o do Lourenço Mutarelli, até Snoopy ou coisas absurdamente simplificadas como a Graúna do Henfil

No dia seguinte, fiz dois outros mascotes com estilos bem diferentes. Me recuso a estagnar.




Apenas um devaneio momentâneo

Quando eu pegava o ônibus para ir ao curso de arte, havia no caminho um shopping sendo contruído em uma das ruas mais movimentadas da cidade. Nunca dei muita importância, apesar de sempre perceber o caos da construção lá. Por vezes me detia a ver a luz das oito horas da manhã atravessar a poeira de cimento no sexto andar em raios diagonais belíssimos, mas era só.

Obra do destino: estou passando pelo mesmo lugar para ir à agência onde estou trabalhando agora. Os raios de sol diagonais não passam mais pelos espaços abertos de uma contrução: o prédio agora lança sua enorme sobra na rua fria, como todos os outros. Mas tive um devaneio momentâneo hoje, vendo como o shopping já está quase pronto. Já funciona, apesar de alguns últimos detalhes ainda estarem sendo terminados. E pensei que, da mesma forma, eu como profissional já funciono. Apesar de ainda estar aprendendo algumas últimas coisas antes de me considerar um publicitário profissional. Devaneio piegas, não?

Quer outro? Os ônibus que pego para ir à agência são os mesmos que pegava para ir à faculdade de artes. Mas desco três pontos mais adiante. E se minha vida fosse um itinerário de ônibus, eu estaria da mesma forma parando agora em um ponto mais adiante do que estava na faculdade. A vida segue. Só não sei onde encaixar o fato de eu ter que tomar dois ônibus... Duas vidas? Duas faculdades?  
Nossa empregada diz estar preocupada com o quanto minha mãe tem trabalhado. Diz que percebe que minha mãe stá sob uma considerável carga de stress. Concordo: ela anda esquecendo uma ou outra coisa, como eu faço quando estou absorto em alguma filosofia; sequer se dá conta que meu irmão não dormiu em casa esta noite, por exemplo. Mas a empregada também diz que acredita que professores como minha mãe, com esta carga enorme de stress, podem desenvolver toda sorte de problemas psicológicos mais sérios. Achei curioso: pessoalmente, acredito que manter a cabeça trabalhando é uma maneira eficaz de combater a senilidade mais adiante. Os velhos senis que conheço foram pessoas ociosas. Ainda assim, não é incomum o estereótipo do professor que enlouqueceu. Fiquei pensando nisso e concluí que, caso seja verdade o que a empregada diz, seria uma saída tão triunfal como a do guerreiro que morre em batalha: enlouquecer por ter chegado perto demais de tanto conhecimento. No mais, antes o louco ficava à margem da sociedade e sua loucura era atribuída a uma infância conturbada ou outros clichês psicanalíticos. Nesta nova conclusão, o louco seria uma espécie de herói que decidiu estar acima da apatia diária do conhecimento em doses homeopáticas.

Aniway, mamãe precisa de férias...

sexta-feira, julho 16, 2004

On unrelated news...
 
After spending two weeks unnemployed, I'll be starting as art director trainee on another company next monday! Go me!!
It is a part time job though... Morning time. Which means I'm still searching during the afternoons(By the way, check out the new Flash portfolio under construction here). But it should pay some of my bills at least. And there's always the chance I might actually get hired ($$!).

You know you've spend too much time on the computer when...
 
I'm begining to feel the effects of overexposure to computer logic, softwares and design. Ever had that? It comes in the form of quick silly flashes of thought. Like thinking you can open a menu somewhere and click on the copy and paste functions when you read something interesting. Or for a brief moment, thinking you can go back a few frames in the Flash MX timeline and correct that wrong sentence you just said. One recurrent line of thought that pops in my head ever so often is "I should probably save before I make this decision".
 
Wouldn't the world be easier?
 
Anyway, I need to spend some time unplugged...

quarta-feira, julho 14, 2004

Whishing I would have that same will and inspiration to write as I did in school days...

Back then, I just had to open a new Word file and begin typing. Stories would just flow. But I´ve spent enough time staring at blank screens recently to realize I lost something. A joy of living or perhaps my innocence.
Days have been fusing into one another. Every one just like the last. A long collection of job interviews in places I'll probably never visit again. Recollections of the past semester come to me in little bits and pieces of events I can't place in chronological order. This endless search is tainted with that same undertone I lived with in school when all that mattered was getting a girl. Now, all that matters is getting a job. Either way, it's always about "possibilities", isn't it? Shooting in every direction in hopes of being answered some day.

Quite different from the fairy tale we all have in mind when we're in school. We believe love is that magical thing that could only happen between you and that one single person in the universe. Likewise, we believe one day we'll find a job that was taylor-made for us, or that the world will discover our unique talents and we'll all be famous. But none of that happens. Well, not to the vast majority at least...

Perhaps I've never loved. And what has played the role of love in my life was just that feeling of connection we sometimes get with certain people. Or that feeling of convenience. I know some people who could shoot me in the head after reading that line...

Then again, perhaps I've never found the perfect career. And what has played the role of a perfect career in my life was advertising. Because we all deem ourselves "creative" at some point in life. Specially those like me who have a hand for art but are too socially uncapable to face the art career (I was going to say "market").

Anyway, not the most cheerful post, is it? Not the most cheerful day either.

segunda-feira, julho 12, 2004

Uma sugestão, por favor:

Recentemente, meus pais têm implicado muito com a maneira como me visto. Especificamente, dizem que isto influi no meu insucesso em conseguir um emprego. Concordo que a maneira de se vestir influencia bastante, mas as sugestões que eles me deram não são muito respeitáveis.
Meu pai diz que uma calça social e uma camisa não fazem mal. Nem precisa de gravata, mas calça e camisa sociais - e um sapato decente - solucionariam todo o problema. Já tentei. Acreditem, nas minhas primeiras entrevistas de emprego, eu tinha a mesma opinião que ele. Ou quem sabe tivesse adotado a própria opinião dele. Compareci às minhas primeiras entrevistas vestido como se estivesse pedindo um estágio em contabilidade. Ou engenharia: meu irmão recentemente começou sua cruzada por emprego e sempre que vai a uma entrevista, tira seu pouco usado terno do armário e surrupia uma gravata do papai. Naquelas entrevistas às quais compareci na minha melhor camisa, senti-me horrível. Quero dizer, adoro roupa social. Mas naquela ocasião, sentia-me horrivelmente overdressed. O primeiro avaliador recebeu-me com uma roupa social abarrotada, por cuja abertura da camisa via-se-lhe o umbigo... O outro recebeu-me na última moda da Zoomp ou coisa que o valha e eu fiquei parecendo um nerd. E todos, sem excessão, tratavam-me com desdem. É claro que o meu portfólio não era lá grande coisa na época, mas a roupa deixava-me ainda mais nervoso.
Por falar em nerd, minha mãe sugeriu uma camiseta polo. Polo e POLI têm uma semelhança que vai além da gramática para mim... Penso na tal camiseta e lembro dos avatares da minha classe de colégio. Avatares eram aquelas pessoas que conseguiam estudar mais do que o humanamente possível e não tinham vida social. A maioria vestia polo.
Essas roupas têm tudo a ver com a área do meu irmão. Uma área onde o candidato deve passar confiança, capacidade de raciocínio lógico, despreocupação com essas efemeridades da moda. Mas onde já se viu um diretor de arte vestido assim, com tamanha falta de estilo? Concordo, falta-me estilo. Mas não é por isso que vou me vestir daquele jeito. Seria tatuar na testa: "não tenho criatividade".

Preciso de uma sugestão. O que vocês, colegas de profissão, vestiram nas entrevistas? Pergunta fútil, né? Mas por favor satisfaçam minha curiosidade...

quarta-feira, julho 07, 2004

No ônibus, voltando para casa.
Um rapaz sobe no ônibus vestindo uma jaqueta. Chegando no cobrador, ele faz um gesto bem comum: desliza as mãos pela própria cintura, afastando a jaqueta para trás e alcançando alguma coisa em seu bolso transeiro. Durante o próximo segundo, minha mente foi inundada de conceitos.
Vi aquele gesto banal como algo extremamente familiar. Eu mesmo já o fizera muitas vezes. Mas o mais importante: muitos personagens em filmes de ação haviam-no feito. Flashes rápidos de pelo menos uns três exemplos. Oito entre dez desses personagens tiravam da cintura uma arma semi-automática e davam início à sequência de ação.

Obviamente, o que ele tirou do bolso da calça foi uma carteira.

Mas aquele momento ficou guardado na minha mente junto ao peixe no liquidificador de Marco Evaristi (ver post de 1o de Abril). É a mesma sensação de antecipação. E igualmente ligada a um sentimento negativo, a um medo.
Hoje à tarde, voltando para casa, estava pensando em coisas dignas de surreal revelations, se eu tivesse algum fundamento para afirmá-las. Pensem comigo: um chefe, independente de qual área, vai querer sempre saber mais e ter mais capacidade que seus subordinados, certo? É a base segundo a qual ele fundamenta seu respeito, sua autoridade. E se aparecer alguém pedindo estágio que tenha mais qualificações do que o chefe? Ou seja, que o chefe veja que, embora o rapaz não tanta experiência quanto ele, tem potencial para ser ainda maior. Acho que dificilmente o rapaz conseguirá o emprego.

Entendem onde quero chegar? Não, não estou dizendo que eu seja o tal rapaz. Eu sou pretensioso mas nem tanto. O que quero dizer é que, se isso acontece, então existe uma espécie de limite até onde você pode se especializar, evoluir. Não dá pra ficar evoluíndo ad nauseum, para sempre. Passando disso, você vira overqualified e não consegue nada porque outros menos qualificados são um risco menor para o emprego do chefe.

Logicamente, este limite mudaria de empresa para empresa, de chefe para chefe. Mas haveria uma espécie de média. Dá pra entender?
Nosso relacionamento terminou...

Calma, não estou falando da Tink. Estamos perfeitamente bem e muito apaixonados. Refiro-me ao meu outro other (vide surreal revelation XII, no dia 6 de Maio).
Sim, com apenas um mês e meio de trabalho, caí fora devido a complicações financeiras de meu chefe. Acho que toda a minha foração acadêmica e capacidade com imagens vale mais do que ele estava tentando pechinchar, que diga-se de passagem era menos do que o salário padrão de um estagiário de direção de arte...
Voltei para casa com um misto enorme de sensações. Dúvida de se eu estava fazendo a coisa certa, uma espécie de alívio cujas orígens não vou divulgar aqui, depressão por estar de volta à estaca zero e ter que ficar em casa telefonando para agências.
Bom... Ao menos agora posso dizer que tenho alguma experiência. Nem que seja apenas um mês e meio (que será arredondado para dois nas entrevistas, logicamente...).
Só posso dizer que uma das coisas de que mais sentirei falta será da convivência diário com Roberto, colega meu do curso de publicidade. Cara interessante, esperto, estiloso. Daqueles que facilmente se torna amigo de qualquer um.

domingo, julho 04, 2004

This is fun!
Try different answers!




If you were on a battlefield right now, versus everything...
Name
Gender
Age
Lover or a Fighter?
Fight for good or evil?
Battle Cry
Weapon of Choice Chainsaw
Appearance Leather Jacket, flying using telekenetic powers
Your Battle Cry... Is good, but isn't spoken loud enough
Foes slain upon first strike: - 11%
What you fight Anything in your way
You fight.... Against those you hate
This cool quiz by Ferggs - Taken 15990 Times.
New - Dating Advice written by YOU!

Treaty on vampires II

From another post on Orkut, about diseases related to vampires

ANEMY:
In certain specific cases of anemy, it is said the symptoms can be lessened by drinking small amounts of blood (not the mouthfulls that vampires are said to drink...). I`m not entirely sure about this fact, since the blood you ingest is decomposed in the stomach before it can reach the blood stream. Furthermore, anemic individuals are often pale, of a withering appearence.

HEMATODIPSIA:
A psychological disorder where individuals are said to obtain sexual pleasure from drinking blood. Not related to feeding or survival in any form.

HEMOPHILIA:
Hemophiliacs are said to need large amounts of blood through transfusion. Another fact that helps create the myth is their blood`s incapacity to coagulate, and the advice given to them to suck their own wounds to prevent blood loss (not that, as I said before, ingested blood does not reach the blood stream...). Hence It isn`t hard to understand that blood can become quite the obssession for a hemophiliac. edit

PORPHIRIA:
A genetic skin disease that renders the individual`s skin and eyes extremely sensitive do UV light (sunlight). People with porphiria are usually extremely pale and avoid light. Ring any bells?

RABBIES:
Transmitted by animals associated with vampirism (bats, wolves, rats, etc...). Symptoms include bloodlust and a relative sensitivity to sunlight, hence individuals prefer night time. These symptoms occur on the animals, but I can`t assure they occur in humans. I believe the symptoms that lead to death in humans are different.

TUBERCULOSIS:
The disease used to whipe out entire families in a patter that could be easily understood as a vampire attack. One member in the family fell ill and began to wither, get thinner. He would often be seen with blood on the mouth due to coughing of blood typical to TB. Another member of the family would tend to him and later on develop the same symptoms. Members of the family would wither and die one by one, as if a vampire were consuming them slowly and methodicaly. Furthermore, people used to believe that TB was contracted from the night myst, andvampires are said to assume that ethereal shape to enter locked rooms.

That`s basically what I got. I`d love to hear about any other vamp-related diseases, if you`ve heard of any. And if any of the info up there is wrong in any way, please feel free to correct me.
Treaty on vampires I

From one of my posts on Orkut

Bram Stoker's Dracula was written in the era of romaticism. It was a time when all art spoke of the fear of the dark, the fear of death, of oblivion, of sensual and even sexual love (cravings for flesh can be understood in various ways...). In those days, a creature like the vampire was the perfect creature. One with the night, living beyond death, through all eternity and able to consume flesh, to reach extasy in other ways. In such conservative times, the vampire was the sexiest of creatures.
Nowadays, I guess the appeal of the vampire has evolved. Yes, the prospect of living over the centuries is still alluring: no one wants to die, no matter the era. It'll always be a seductive idea. But the vampire nowadays has something to do with the fact that we're no longer under the inexorable grasp of religion. I'll explain.
Nowadays, you can walk the streets and proclaim yourself to be an atheist without the fear of being burned at the stake. Religion and specialy the catholic church are no longer a driving force in the world, as they used to be. You can savour the pagan and profane things in life without feeling guilty. Hence the vampire (and devil worship, wicca, witchcraft, etc.) has reached a level where it becomes the kitsch symbol of defiance against the church's dogmas.
In a nutshell, anything that is (or was, at least) forbidden is extremely seductive.

On another point, teenagers are drawn to vampires because of the whole "I'm different from the rest of the world, I'm a freak" thing. Vampires must hide in the shadows, keeping their true nature and their weirdness hidden. Teenagers relate to that. Teenagers often feel out of place in the world.
However, although vampires were said to hide from the real world, teenagers choose to look like vampires to reinforce that misplacement, that difference. "Yes, I really am different from the rest of the world. And proud of it!".

Makes any sense?