quarta-feira, novembro 30, 2005

A apresentação do circo vai ser no dia 3, nesse sábado, às 20h00, lá no Circo Escola Picadeiro (Av. Cidade Jardim 1105, do lado da ponte). Ingressos serão vendidos a R$15,00 comigo.

Preço salgado, bem sei. E se meu aniversário foi aquele fiasco por causa de R$12,00, dá pra prever que ninguém vai nesse mesmo. Mas enfim, com a galera tendo que comprar ingresso antecipado, dá pra saber de antemão quem vem e quem não vem, o que tranquiliza um pouco. No mais, já me condicionei a não prestar tanta atenção a isso em apresentações de qualquer natureza, se não me desconcentro e erro tudo, o que neste caso poderia ter consequências nefastas.

Interessados entrem em contato comigo.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Indeed...

TRADUZINDO A ETIQUETA:
Atenção: Esta é uma obra de ficção. NÃO a intérprete literalmente.

Aviso de conteúdo: Contém versos descrevendo ou defendendo suicídio, incesto, bestialidade, sadomasoquismo, atividades sexuais em contextos violentos, assassinatos, violência mórbida, uso de drogas ou álcool, homossexualismo, voyeurismo, vingança, corrupção de autoridades, crimes, violação de direitos humanos e atrocidades.

Aviso à exposição: A exposição ao conteúdo por períodos extensos ou durante os anos de formação de uma criança pode causar delírios, alucinações, capacidade de compreensão e senso de razão prejudicada, ódio, fanatismo com violência, e não limitado ao assassinato e genocídio.

[Tradução: Lobo Schmidt]

Chupinhado do Sedentario & Hiperativo

sábado, novembro 26, 2005

Inspiração descontrolada

Pra mim, uma das coisas mais irritantes de ser artista é que você realmente não tem controle sobre a situação. Na verdade, começo a suspeitar que essa história de controle seja outra invenção da cultura ocidental, assim como o chupa-cabra e outros demônios. Mas isso é assunto pra outro post.
Lembro que pintei o retrato da Taís no curso de artes e que as pessoas consideravam aquele o melhor dos meus retratos. Não tinha a ver com a técnica ou com a colagem que eu fiz sobre o retrato. Não tinha a ver com o aspecto lógico e teórico da coisa. Era pelas cores, pela composição... Simplesmente cativava as pessoas. Sei lá. Daí fiz seis outros retratos depios desse e nenhum deles causou aquele efeito nas pessoas. Nunca entendi o que tinha causado aquilo e nunca consegui, conscientemente, reproduzir o efeito. E isso, pra um control freak como eu, é duro...
Recentemente, escrevi meu perfil no Orkut. Tinha ficado quase um ano com aquele primeiro campo em branco, onde eu deveria falar sobre mim mesmo. Daí um dia deu na telha de escrever. Falei sobre mim, das minhas bizarrices, dos meus charmes, das minhas manias. E novamente toquei nessa esfera de qualidade artística que encanta as pessoas. Comecei a receber scraps de gente que nunca vi na vida, de várias partes o país, comentando como era belo, sincero e íntimo aquilo que eu tinha escrito. E novamente, não entendi como tinha chegado nisso. Me tira do sério não ter controle sobre isso. Talvez porque fosse algo diferente do "Sei lá, é dificil falar de mim. huahuahuahua. Me pergunte que eu conto!" que todo mundo escreve. Talvez porque eu tivesse me arriscado a realmente falar de mim em vez de transcrever poemas do Pessoa. Alguém me disse que era porque eu não colocava apenas minhas virtudes, mas também minhas fraquezas. De qualquer forma, fiquei com medo de apagar o que escrevi. Porque gosto de mudar, de escrever alguma coisa nova de vez em quando. Mas sei que dificilmente chegaria em algo que impactasse desse jeito. E ainda estou guardando esse "espécime" para estudos mais detalhados...

sexta-feira, novembro 25, 2005

Sincronicity

É péssimo estar assim, fora de sincronia.
Sair com os amigos e perceber como todo mundo está namorando ou ao menos tendo seus casos. Enquanto isso, você está só. Você é a vela que sai com os casais pra ir no cinema. Fica aquela sensação intensa de que você nunca vai conseguir superar aquele paradoxo: "amor acontece quando você não está procurando, mas dá pra não procurar amor?".
Ou então ir deixar a namorada em casa enquanto o resto da galera de solteiros está indo pra balada ou aproveitando seus pequenos vícios. Fica aquela sensação, quase sólida de tão densa que é, de que você está desperdiçando seu tempo enquanto deveria estar aproveitando a vida.

De quem já esteve nos dois casos: não é a situação que causa esta angústia. É a falta de sincronia. Estar em uma situação, enquanto todos ao redor estão na outra.

quinta-feira, novembro 24, 2005

Avisando com antecedência...

Dia 3 vai ter apresentação no circo. O boicote (pra quem soube dele...) foi suspenso porque conseguimos um acordo, então vamos nos apresentar mesmo. Eu vou fazer ginástica de solo.

Se eu não quebrar o pescoço nos treinos antes disso...

P.S.: no fotolog, daqui a pouco vai ter série com algumas das fotos de lá. Assim que eu conseguir levar alguma câmera decente, porque a minha digital, com seus impressionantes 1.3 megapixels, não dá nem pra saber que sou eu...

domingo, novembro 20, 2005

Pessoas estilo TV Cultura

Voltando pra casa hoje de madrugada, me veio à cabeça que eu sou como um programa da TV Cultura. Isso talvez eu e Taís tenhamos em comum... Sou aquela pessoa culta, que fala de arte, filosofia, psicologia. Eu sou aquela pessoa à qual as amigas vêm atrás de conselho sobre o namorado ou sobre as dúvidas existenciais. Eu sou respeitado por fazer bem aquilo que eu faço, reconhecido por ser uma pessoa que entende de arte. Respeitado também pelo que faço de proezas físicas: o circo, o canto, a dança.
Onde que entra a TV Cultura nisso? É aquele tipo de coisa que você respeita, que você vê como edificante, e que você até queria gostar. Mas na hora de ligar a TV você só pensa em procurar a Warner pra ver o capítulo de hoje de The O.C. ou o South Park onde quer que ele esteja passando agora. Porque a Cultura não é divertida. Você não sai no fim de semana com pessoas estilo TV Cultura.

Obviamente, conto nos dedos as pessoas que apareceram por lá ontem. Me surpreendi ao ver gente da faculdade por lá. E adorei ver meus fiéis escudeiros de sempre, que nunca me abandonam. São, em grande parte, gente estilo TV Cultura também. Birds of a feather... Me frustrei ao perceber que ninguém da turma do colégio foi. Ninguém, zero, nihil, no one. Nem mesmo meu irmão. Estou aqui na dúvida se escrevo que eu os abandonei faz tempo ou se foram eles que o fizeram. Salvo um ou outro que ainda mantem contato. Anyway... Também não apareceram as quatro ou cinco pessoas que disseram que adoram karaokê. E é claro, todos darão suas desculpas amanhã. Mas o negócio dessas desculpas individuais tipo “peguei uma virose” ou “tava sem dinheiro” é que elas servem pra aliviar a consciência pesada dos culpados. A minha só seria aliviada com desculpas de grande porte do tipo “a chuva alagou a entrada da cidade e um terço de todo mundo que eu convidei não conseguiu chegar”. Deu pra entender? Grandes catástrofes que explicariam que o baixo ibope da noite não foi por causa da minha quase nula popularidade, mas por causa de algum fator externo.

A noite só não foi uma completa desgraça porque, além de eu estar com meus escudeiros e já ter me preparado de antemão pra algum fracasso similar, eu estava fazendo algo que eu gosto. Sim, cafona, eu sei. Mas eu gosto de karaokê mesmo. Porque você, rapaz comum, vai à balada na Vila Olímpia e satisfaz sua vaidade pegando menininhas porque você pode. Eu satisfaço a minha indo em um karaokê e arrancando aplausos com meu New York, New York ou minha semelhança diáfana com o Cazuza. Porque eu posso. E convenhamos, ambos somos uma bosta quando estamos no ambiente do outro, certo? Você sequer tem coragem pra subir no palco. E já foi muito discutido por aqui o meu insucesso com menininhas em balada. O que eu quero dizer com esse parágrafo é que descobri uma coisa que eu curto. Assim como anime e video-game. E já sofri demais tentando gostar das coisas que os outros dizem ser aceitável gostar. Agora tá na hora de gostar do que eu gosto mesmo.

Dá licença que eu vou ali viver um pouco. E pro inferno com todos vocês.

sábado, novembro 19, 2005

Tick, tock...

Falta pouco para a festa.
Normalmente, eu ia ficar meio inseguro, achando que ninguém vai. Bom, isso é porque, via de regra, quase ninguém vai mesmo...
Mas depois de perceber a relação direta que esse tipo de insegurança tem com minhas crises de ansiedade (o sickness: chamá-lo do nome adequado ajuda a diminuir seu poder...), resolvi tentar não dar muita importância pra isso.

Tá, como se fosse fácil...

Bom, vamos continuar fingindo: não me importo se ninguém for, eu vou me divertir.
Agora temos lírios na janela da sala. Minha tia que colocou. Na hora, veio-me à cabeça a Lilly, do segundo dos meus retratos.

E por falar em musas, depois de algum tempo de completa solidão, começam a surgir as primeiras. Volto a repetir, musas são aquelas pessoas que inspiram. Não são necessariamente possibilidades amorosas a serem efetivadas: isso pode acontecer, mas não é a raison d'etre delas.

terça-feira, novembro 15, 2005

Cosmetic Congrats

Acordei hoje e era meu aniversário.
Chegou assim, meio sorrateiramente, antes que eu pudesse fixar qualquer plano de festejo. Alguns amigos me ligaram na virada da meia-noite. E fui acordado com um telefonema de Taís (alguns hábitos não mudam... que bom). Ao longo do dia, outros me desejaram felicidades de modos diversos.
Mas qando abri meu e-mail, comecei a pensar naquela praga que é o Orkut. Porque, de uma certa forma, ninguém que te deseja feliz aniversário pelo Orkut se lembrou realmente do seu aniversário. O programa avisou. Daí você acaba recebendo parabéns de amicíssimos seus, lado a lado com parabéns de gente que você não vê desde que saiu do colégio e que não significa nada. Não posso evitar a sensação de menosprezar essas congratulações orkúticas. É cosmético, entende? Desejar feliz aniversário é uma espécie de prova de que você tem a pessoa em mente, conhece dados mais minuciosos sobre ela e se importa. Mas no Orkut, não é você que faz isso, é o programa. E você sai maquiado (bem cinicamente...) como uma pessoa legal, que lembrou e se importa com o aniversariante, quando tudo que você fez foi apertar um botãozinho e escrever alguma mensagem bem seca como "Parabéns! Abraço, Fulano".
Mas enfim, acredito na hipocrisia mínima necessária pra se viver em sociedade. Então obviamente, vou sentar aqui no fim do dia e redigir uma daquelas mensagens igualmente cínicas agradecendo (também pelo Orkut) a todo mundo que me deu feliz aniversário...

E vocês que escreveram scraps antes de ler isto, não se sintam mal. Tenho discernimento pra saber quem faz isso com um pouco de significado e quem é só batom e pó de arroz. Mas um telefonema bem que ajudaria, né?

sábado, novembro 12, 2005

Do you see music?



Cada elemento bizarro nesta foto corresponde a uma banda de música. Quais vocês conseguem encontrar. Clique na imagem para aumentar um pouco.



As que eu achei:
Alice in Chains
B52's
Beach Boys
Blur
Cake
Cowboy Junkies
Eagles
Garbage
Gorillaz (é o único sentido que eu achei para aqueles King Kongs...)
Guns N' Roses
Led Zeppelin
Matchbox 20
Pet Shop Boys
Pixies
Queen
Rolling Stones
Smashing Pumpkins
White Snake
Achei isso em um blog chamado !mamãe já foi trapezista:

"you grow up used to making silly little thingies out of playdough and then one day you realise your art is crap. and then you think you're no big shit anymore. and you realise your mom had been lying to you all along... and then you take a handful of those awful looking pills your dad leaves in the kitchen cupboard just above the stove - but they fail you. and you remain... like all other things in life. and then you think "what the heck? and why am i doing this, anyway?" and then you get yourself caught in love. "it's oh, so pure" you say. and then you realise there's nothing to it but lust, and lust, and lust. and lust ends up being the only good thing you'll ever have. and then you leave home and get yourself a half-decent apartment to live in on your own. and then you get yourself a cat, but hey! guess what? the cat got dead. and what you're gonna do about that? get yourself another cat? no, you're too lazy for that. you then get yourself a flowerpot. and you start growing little pinkish flowers in it and then they bloom and make your room feel so complete you'd trade anything else you deem good for that feeling. and then you think "wow! happiness, eh? so this is it". but then your friend starts complaining about how canadian you sound and the cycle starts all over again..."

Começou muito bem. Muito mesmo. Daqueles que você espera alguma revelação catárdica no fim. Mas perdeu o rumo no meio... Pena.
Nesses dias mesmo escrevi um post deletado posteriormente (tá, me processa... quem de vocês nunca fez isso?) onde eu falava justamente desse começo. De crescer fazendo coisinhas bonitinhas (desenhos no meu caso) e um dia acordar e perceber que tudo aquilo é uma bosta e não vai mudar nada. E de como você cresce ouvindo dos pais que você vai ser uma grande pessoa e vai fazer coisas maravilhosas porque tem muito talento, mas chega aos vinte e poucos sem a mínima idéia do que são essas "coisas maravilhosas" ou de como dirigir seu talento para consumá-las(you realise your mom had been lying to you all along...). No fim, você acorda um dia e percebe que o seu avô foi um ator que fez parte da história do teatro; seu outro avô mudou a história da indústria do açucar; sua mãe trabalhou com o pioneiro na vacina contra a malária e é reconhecida no trabalho com tuberculose; seu pai, apesar de não mudar a história por ser muito pragmático, fez um puta sucesso em tudo o que trabalhou... mas que você ainda sequer sabe o que fazer da vida e provavelmente não vai mudar nada.

Esse blog tá muito deprimente, eu sei... Calma que já já melhora.

Saldo da noite de jogatina...

Apesar de serem quase duas da manhã e eu não conseguir dormir por causa de uma das minhas crises de ansiedade, a noite foi fantástica.
Primeiramente pela peça de teatro. Vocês gostaram de Closer? Vejam A Escolha do Jogador. Se antes Marber falava de amor, incerteza e identidade, nessa ele fala de vício, de hierarquia e de dependência. Nas questões de vício, obviamente me lembrei do meu pelo video-game. Porque as atitudes e fraquezas de alguns dos personagens me lembraram das minhas. Fora isso, diálogos interessantes e uma boa adaptação das gírias e referências de cultura pop para a realidade brasileira (tem gente que critica isso, mas eu achei muito bom nesse caso...).

Em segundo lugar, pela compania. Embora muitos tenham se ausentado, estive bem acompanhado. Terminei a noite discutindo com a Kita sobre nossas crises mútuas de ansiedade. Porque ela também tem, mas se manifesta em rompantes de raiva. Quem dera fosse tão simples pra mim...
Dentre essas conversas, acabei percebendo que talvez o ponto chave que desencadeia as crises seja a importância. A importância que eu dava às baladas que eu ia e me sentia mal, a importância dada a reuniões de amigos, a importância colocada em viagens (incluíndo Itália - COUNTDOWN: T - 2 meses e 13 dias.
Kita talvez tenha ainda salvo minha vida mencionando um medicamento específico para este caso. Vocês que me conhecem sabem que eu faço qualquer coisa pra não depender de medicamentos. Mas nesse caso, a coisa está ficando muito séria. Mais séria do que um orgulho besta...

quarta-feira, novembro 09, 2005

Alice 12



"The Roach and the Fish showed Alice that the real Edge was actually many miles away..."
"A Barata e o Peixe mostraram a Alice que a verdadeira Beira do Abismo estava há milhas de distância..."


P.S.: Eu sei que essa coisa do Edge é relativa, questão de perspectiva e tal. Poupem-me a lição de moral.
P.P.S.: Sim, eu mandei os prazos e a regularidade de publicação de Alice às favas....
P.P.P.S.:Esse estrupício é o que acontece quando eu tento colorir alguma coisa usando lápis de cor. Eu não nasci pra lápis de cor...

terça-feira, novembro 08, 2005

Programinha cultural

Na sexta, às 21:30, vou ao Teatro Augusta (Rua Augusta 943, pra quem tem preguiça de pesquisar...) assistir A Escolha do Jogador, do Patrick Marber (aquele que escreveu Closer). Achei que poderíamos ver a peça e depois, talvez, passar num Fran's Café qualquer. Alguém topa? A peça custa R$20,00 (provaveis R$10,00 com carteirinha...).

quinta-feira, novembro 03, 2005

Não, não precisa ser exatamente chá, bolachas e cafuné no sofá.
Eu só quero alguém que me dê colo e me deixe chorar e dormir um pouco, sem fazer perguntas.

Überssexual

O Estado de domingo tinha uma reportagem sobre rótulos de comportamento masculino. Variava do patriarca da década de 50, que achava que lugar de mulher é na cozinha e cuidando dos filhos; passando pelo misterioso metrossexual e uma variação bizarra que eles chamaram de emo-boy; até uma suposta nova classificação: o überssexual.
Eu sei que é uma questão delicada comparar esse assunto a orientação sexual, mas na recente série The L Word, que tenta em vão retratar o universo de mulheres lésbicas, uma das personagens dizia que sexualidade é algo fluido (sem piadinhas, please...), independente de rótulos. Você deixa rolar. Concordo e, nesse aspecto, acho que talvez essa rotulagem toda seja uma perda de tempo (vindo de um obcecado com organização e classificação como eu, até parece inverossimil, não?). Eu mesmo não consigo entender em qual dos rótulos eu me encaixo. Tenho várias das preocupações e veleidades vaidades que os ogros considerariam viadagem, mas ao mesmo tempo muitos machismos que não se enquadram nos perfis.
No entanto, não consigo deixar de ver, na preocupação por fazer pesquisas que analisem esses novos comportamentos masculinos, um pouco do que eu tentava apregoar no meu trabalho de graduação da faculdade de artes, com os retratos de mulheres. Sobre como as mulheres mudaram, ganharam poder e consciência sobre si mesmas a ponto de competirem com os homens em termos de capacidades. E como os homens estão meio perdidos, sem saber como lidar com essas mulheres, mas acima de tudo, percebendo que eles próprios não têm consciência formada sobre si mesmos.
Detalhe: apesar dos novos comportamentos, os homens continuam racionais por natureza. Parte dos homens a necessidade de analisar esses comportamentos e criar rótulos. Não vejo a mesma coisa acontecendo sobre as novas mulheres. Aí, a única classificação é a mais genérica: mulheres pré-feminismo e pós-feminismo.

Evitando rachaduras na calçada...

Assisti As good as it gets (Melhor Impossível) ontem. De novo.
Ainda preciso comprar o DVD. Os dois personagens masculinos do filme causam-me uma forte sensação de identificação. Porque eu também tenho minhas neuroses e pequenas manias obssessivo-compulsivas como o escritor. Vide minhas crises de ansiedade... Eu queria algum dia ser um escritor como ele (daquelas vontades bestas de ser famoso, sabe?). Porque eu tenho dessas coisas de querer de vez em quando dizer pra alguém "não se mexa" e pegar meu caderno e começar a desenhar (mas raríssimas pessoas aceitaram até hoje...). Porque eu queria uma noite como a que o pintor passou com a garçonete, só desenhando uma bela garota e falando da vida. Porque eu queria alguém que compreendesse as manias, excentricidades e picuinhas psicológicas (e talvez tivesse as próprias...) pra cuidar de mim.

Mas não, eu não teria um cachorro feio daqueles com um nome ridículo de pintor europeu...

quarta-feira, novembro 02, 2005

Farewell to Lala's Joe?

Lala's partiu para o Chile nesta segunda. Minha cabeça tem a mania de passar pra mim todo o filme do que vai acontecer, com riqueza de detalhes, em determinadas situações. O filme que vi sobre essa viagem dele não me agradou em nada. Porque ele só vai voltar lá pra Dezembro, e isso se voltar. E daí vou ter pouco mais de um mês para saídas a botecos e mais conversas de filosofia de bar antes de ir para a Itália (COUNTDOWN: T - 2 meses e 23 dias). Depois disso, é tudo meio incerto. Porque não acho que ele fique no Brasil. Pra ser sincero, talvez nem eu... E convenhamos: por blogs, a comunicação seria pífia.
Lala's foi, perdoem a puxação de saco, um role model pra mim. Não exagero ao dizer que foi a parte que estava faltando na minha educação paterna. Porque meu pai sempre foi ótimo para assuntos de raciocínio, organização, estratégia e carreira. Mas nunca soube lidar com sentimentos, ensinar ética ou falar dos assuntos mais profundos. Pra isso, precisei de outra pessoa. De fato, a psicologia diz que é um processo natural: encontrar "pais secunários" pra sublimar o laço com os pais verdadeiros. Esses pais secundários suprem as falhas dos verdadeiros na formação do indivíduo. Psicólogos, não me perguntem onde li isso.
Depois fiquei pensando no mesmo efeito que a minha ida para a Itália teria para algumas pessoas daqui. Nana tem reclamado um bocado disso, porque não quer que eu vá. Quem dera saber-me esse mesmo pai secundário para outra pessoa. Calma, meus amigos. Não se pode parar o fluxo das coisas. Ou acabamos um dia sentados numa mesa de restaurante, engrossando o número de Dinning Dead... Se temos que partir, vamos partir. Voltar é uma coisa deliciosa também. E eu volto sim. Prometo.

Revendo traillers antigos...

Estava relendo isso (dia 5 de Julho...). Feliz em perceber que estou a caminho de algumas dessas vontades.