Finalmente terminei o pequeno livro sobre pós-modernismo da Eleanor Hartney. Demorei porque passei muito tempo em um capítulo sobre o feminismo no pós-modernismo, querendo esmiuçar todos os detalhes.
Como já expliquei por aqui, as primeiras feministas na arte criavam obras que apresentavam os aspectos da mulher como natureza, corpo e emoção, tentando transformar esses assuntos de críticas e formas de dominação em qualidades boas a serem louvadas. As feministas subsequentes argumentaram que ao fazer isso, elas estavam afirmando as noções de feminino determinadas pela sociedade patriarcal. Então essa nova geração de feministas, do pós-moderno, centraram sua pesquisa mais na iconoclastia, em destruir a forma como a noção do feminino é socialmente construída. Destruir a representação (um dos objetivos-chave do pós-modernismo).
O mesmo tipo de raciocínio é aplicado ao multiculturalismo, onde culturas estrangeiras diferentes da cultural do homem branco ocidental eram relacionadas ao espiritual e ao instintivo, sendo tão ilógicas para a sociedade ocidental quanto o universo feminino. O multiculturalismo pós-moderno procurava também desconstruir essas noções, e em vez de procurar uma volta e validação das tradições raciais, procurava questionar o porquê da superioridade do homem branco ocidental e da inferioridade das outras raças e crenças.
Ao ler tudo isso, imaginei que o mesmo tipo de erro pode e deve ser cometido pelo Masculismo. Acho importante, porque faz parte do processo. Que a primeira fase da pesquisa seja mesmo de reafirmar os valores anteriores do masculino, para depois partir disso e buscar algo mais pós-moderno, novo e autêntico. Por isso talvez seja preciso revisitar o homem de 1950 ou mesmo o anterior, medieval, bárbaro. Para entender o que era valioso nele e que foi perdido, e o que de fato não serve mais. Voltar inicialmente so estereótipo do homem caçador, conquistador, paterno e monárquico.
Depois disso, vamos lidar com a iconoclastia, com a questão das armadilhas sociais e noções socialmente construídas do que deve ser um homem.
Minha produção de ateliê, imagino, está indo por outros caminhos. Já planejo para este próximo mês algo que seria mais próximo dessa segunda fase. Mas de qualquer jeito, é bom ter isso em mente para organizar a produção quando eu finalmente tiver coisas suficientes para expor.
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
terça-feira, setembro 29, 2009
segunda-feira, setembro 28, 2009
And so comes the Dawn
Comemoremos! Aurora nasceu!
Certa vez, quando nasceu um dos filhos do pessoal na fazenda de minha avó, meu pai passou para visitar o recém-nascido. A caminho do lugar, encontrou um dos senhores que trabalhava por lá que disse-lhe, com aquele tipo de sabedoria surpreendente da roça, que ele ia conhecer alguém pela primeira vez. Meu pai ficou surpreso com a veracidade da frase. De fato, ele ia conhecer uma pessoa nova, uma nova consciência, que ele desconhecia antes não só pelo fato de que nunca havia visto a pessoa, mas porque ela de fato não existia. Era uma nova pessoa com mentalidade e decisões próprias.
Sinto uma espécie similar de epifania escrevendo o nome dela pela primeira vez em negrito por aqui, como o faço com outros nomes próprios. Aurora já existe no meu blog, como pessoa e não mais apenas como promessa.
Parabéns, mocinha!
Certa vez, quando nasceu um dos filhos do pessoal na fazenda de minha avó, meu pai passou para visitar o recém-nascido. A caminho do lugar, encontrou um dos senhores que trabalhava por lá que disse-lhe, com aquele tipo de sabedoria surpreendente da roça, que ele ia conhecer alguém pela primeira vez. Meu pai ficou surpreso com a veracidade da frase. De fato, ele ia conhecer uma pessoa nova, uma nova consciência, que ele desconhecia antes não só pelo fato de que nunca havia visto a pessoa, mas porque ela de fato não existia. Era uma nova pessoa com mentalidade e decisões próprias.
Sinto uma espécie similar de epifania escrevendo o nome dela pela primeira vez em negrito por aqui, como o faço com outros nomes próprios. Aurora já existe no meu blog, como pessoa e não mais apenas como promessa.
Parabéns, mocinha!
sexta-feira, setembro 11, 2009
O quadro da casa na colina prossegue.

Ocorre-me que ainda não lhe dei um título. Me ensinaram na faculdade que dar aqueles titulos redundantes é feio (uma natureza morta com uma maçã e um vaso entitulada "natureza morta com maçã e vaso"...). Afinal, os títulos deveriam agregar um dado extra à pintura, não simplesmente ser mais do mesmo.
Desenterrei alguns livros antigos de pintura que "herd(roub)ei" das minhas tias do nordeste onde lembrava ter visto dicas sobre pintura de árvores. Achei algumas coisas bem relevantes e desbravei as florestas traumatizantes do quadro. Os resultados me agradam muito. Hoje terminei o gramado. Só falta fazer uma reforma na casa (quem dera reformas fossem tão rápidas quanto uma pintura...) e pronto, o quadro estará pronto para a parte mais legal: pessoas!
Vou retomar minha pesquisa de onde eu parei, na idéia da mulher enorme sendo desejada pelo garotinho [1]. Por enquanto, é a representação mais adequada que tenho da situação masculina hoje.
Lendo sobre o Feminismo naquele livro sobre pós-moderno da Eleanor Hartney, li uma parte que comentava sobre a Primeira Onda do Feminismo na arte, onde as artistas focavam nos aspectos femininos da gravidez e menstruação, na mulher como deusa. Não poupavam imagens de nudez feminina para representar isso. As feministas da geração seguinte criticaram essa postura, porque ainda apresentava a mulher de acordo com parâmetros da sociedade patriarcal: mulher como corpo, mulher como objeto de desejo. As artistas dessa segunda geração procuravam uma arte que não sensualizasse a mulher.
Daí comecei a pensar que, se eu colocasse a gigantesca mulher dessa pintura nua, estaria sendo meio retrógrado. Porém a idéia de vesti-la encontrava duas resistências: primeiro o meu gosto pela nudez em pintura (mesmo que isto seja de fato uma atitude machista retrógrada...), e depois a questão de com que roupa vestir a mulher.
Ainda não resolvi o assunto. Espero estar decidido até terminar de reformar a casa. Voltando do ateliê, ocorreu-me que também estaria ilustrando o rapaz nu. De certa forma, isso nega a configuração machista da mulher aparecer sempre nua e o homem sempre vestido. Mas talvez isso seja apenas eu tentando achar uma justificativa pra ter gente pelada na pintura e me livrar do incômodo de ilustrar roupas...

Ocorre-me que ainda não lhe dei um título. Me ensinaram na faculdade que dar aqueles titulos redundantes é feio (uma natureza morta com uma maçã e um vaso entitulada "natureza morta com maçã e vaso"...). Afinal, os títulos deveriam agregar um dado extra à pintura, não simplesmente ser mais do mesmo.
Desenterrei alguns livros antigos de pintura que "herd(roub)ei" das minhas tias do nordeste onde lembrava ter visto dicas sobre pintura de árvores. Achei algumas coisas bem relevantes e desbravei as florestas traumatizantes do quadro. Os resultados me agradam muito. Hoje terminei o gramado. Só falta fazer uma reforma na casa (quem dera reformas fossem tão rápidas quanto uma pintura...) e pronto, o quadro estará pronto para a parte mais legal: pessoas!
Vou retomar minha pesquisa de onde eu parei, na idéia da mulher enorme sendo desejada pelo garotinho [1]. Por enquanto, é a representação mais adequada que tenho da situação masculina hoje.
Lendo sobre o Feminismo naquele livro sobre pós-moderno da Eleanor Hartney, li uma parte que comentava sobre a Primeira Onda do Feminismo na arte, onde as artistas focavam nos aspectos femininos da gravidez e menstruação, na mulher como deusa. Não poupavam imagens de nudez feminina para representar isso. As feministas da geração seguinte criticaram essa postura, porque ainda apresentava a mulher de acordo com parâmetros da sociedade patriarcal: mulher como corpo, mulher como objeto de desejo. As artistas dessa segunda geração procuravam uma arte que não sensualizasse a mulher.
Daí comecei a pensar que, se eu colocasse a gigantesca mulher dessa pintura nua, estaria sendo meio retrógrado. Porém a idéia de vesti-la encontrava duas resistências: primeiro o meu gosto pela nudez em pintura (mesmo que isto seja de fato uma atitude machista retrógrada...), e depois a questão de com que roupa vestir a mulher.
Ainda não resolvi o assunto. Espero estar decidido até terminar de reformar a casa. Voltando do ateliê, ocorreu-me que também estaria ilustrando o rapaz nu. De certa forma, isso nega a configuração machista da mulher aparecer sempre nua e o homem sempre vestido. Mas talvez isso seja apenas eu tentando achar uma justificativa pra ter gente pelada na pintura e me livrar do incômodo de ilustrar roupas...
segunda-feira, setembro 07, 2009
Rearranjo conceitual
Há algum tempo, fui assistir a peça "Os Sete". Eu a recomendaria, se não tivesse sido a última apresentação por falta de patrocínio...
Escondida sob a trama da peça estava a história da Branca de Neve. A peça tinha sete homens assassinados para que uma personagem conseguisse sete ingredientes de uma poção, tinha a lendária maçã, qualquer coisa relacionada a espelhos, velhice e beleza.
Na verdade, o que o autor fez foi um processo muito legal e em voga na arte contemporânea (seja literária, musical, plástica ou teatral), que eu acabo chamando de rearranjo conceitual. Seria mais fácil explicá-lo com imagens, mas tentarei fazer isso por escrito...
Neste caso específico, ele pega um assunto como a história da Branca de Neve e elenca a maior quantidade possível de conceitos relacionados a ele (espelho, beleza, maçã, o número 7, etc...). Depois rearranja as combinações, e principalmente a hierarquia de importância entre os conceitos. No caso da peça, o número 7 que era um detalhe da história original, passou a ser até o título da obra.
A estratégia tem forte ar de contemporaneidade. Estamos em uma época onde linearidade é quase um pecado. Depois da internet, não procuramos mais informação de forma linear. Depois dos ARGs, o nosso entretenimento não é mais linear. Depois de filmes como Magnolia, Mulholland Drive e 21 Grams, nosso modo de contar histórias não é mais linear. Em todos os casos, os conceitos isolados são apresentados a esmo e o público só tem a noção do todo quando conseguir fazer a conexão (não-linear) entre as partes.
Outros exemplos de rearranjo conceitual já passaram por aqui. The Path, o jogo da Chapeuzinho Vermelho, até fazia questão de continuar no âmbito das histórias infantis.
Experimente! É um processo relativamente simples de brainstorming criativo e dá resultados ótimos. Pra quem continua achando que sensibilidade artística não é outro tipo de lógica.
Escondida sob a trama da peça estava a história da Branca de Neve. A peça tinha sete homens assassinados para que uma personagem conseguisse sete ingredientes de uma poção, tinha a lendária maçã, qualquer coisa relacionada a espelhos, velhice e beleza.
Na verdade, o que o autor fez foi um processo muito legal e em voga na arte contemporânea (seja literária, musical, plástica ou teatral), que eu acabo chamando de rearranjo conceitual. Seria mais fácil explicá-lo com imagens, mas tentarei fazer isso por escrito...
Neste caso específico, ele pega um assunto como a história da Branca de Neve e elenca a maior quantidade possível de conceitos relacionados a ele (espelho, beleza, maçã, o número 7, etc...). Depois rearranja as combinações, e principalmente a hierarquia de importância entre os conceitos. No caso da peça, o número 7 que era um detalhe da história original, passou a ser até o título da obra.
A estratégia tem forte ar de contemporaneidade. Estamos em uma época onde linearidade é quase um pecado. Depois da internet, não procuramos mais informação de forma linear. Depois dos ARGs, o nosso entretenimento não é mais linear. Depois de filmes como Magnolia, Mulholland Drive e 21 Grams, nosso modo de contar histórias não é mais linear. Em todos os casos, os conceitos isolados são apresentados a esmo e o público só tem a noção do todo quando conseguir fazer a conexão (não-linear) entre as partes.
Outros exemplos de rearranjo conceitual já passaram por aqui. The Path, o jogo da Chapeuzinho Vermelho, até fazia questão de continuar no âmbito das histórias infantis.
Experimente! É um processo relativamente simples de brainstorming criativo e dá resultados ótimos. Pra quem continua achando que sensibilidade artística não é outro tipo de lógica.
Sensibilidade e disciplina
Levei uma semana para fazer as últimas organizações e limpeza do ateliê e voltar a produzir. Na sexta, quando cheguei à casa de minha avó, ela estava revendo fotos à procura de alguma coisa mais atual de mim e do meu irmão, já que as últimas fotos que tinha eram de épocas em que nenhum de nós ainda tinha decidido cultivar barba. A última foto que tinha de mim devia ser de 2002 ou 2003. Eu estou dentro do ateliê e ele ainda é muito precário. Meio ateliê, meio quarto de depósito, minhas pinturas dividem espaço com tapetes velhos, luminárias e outras coisas espalhadas no chão de madeira. Há muito pó e muita sujeira em tudo. No cavalete, o retrato da Nana está sendo copiado para ser dado a ela como presente de aniversário. Hoje, o quarto já é quase totalmente um ateliê, abrigando apenas um ou outro ítem de memorabília de minha avó. O chão de madeira foi trocado por um de azulejo mais fácil de limpar e branco para melhorar as condições de iluminação. As telas foram cuidadosamente colocadas em um teleiro depois que perdi uma ou outra por descuidos de estocagem e tudo é muito limpo (na medida do possível). Teria orgulho hoje de receber outros artistas no meu ateliê. Acima de tudo, virou um lugar de disciplina. Tudo tem seu lugar e nada deixa seu posto a menos que seja usado. Depois é guardado prontamente. A disciplina só não é completa, porque ainda não consegui estabelecer uma rotina de horário, dar a importância devida ao ato de bater ponto lá em determinada hora e produzir até o fim do dia. Gastei um pouco do tempo desta semana indo atrás de material e últimas coisas que faltavam no ateliê. Mas convenhamos, só tive uma semana disso... Ainda leva algum tempo.
Na fila de produção, resolvi começar desatravancando trabalhos antigos nos quais eu empaquei. O quadro que fazia parte do tríptico para a sala de casa, que parou depois que Bia criticou o modo como eu estava pintando a floresta, vai virar a primeira obra desta nova fase, dentro das premissas da pesquisa masculista. O retrato de Lexy vai receber a chapa de acrílico final com uma brincadeira a mais. E já estou quase terminando a caixa de chá pintada com a Alice que devo de presente à Lexy. Metas de Setembro.
Uma obra por mês. No mínimo. Sempre masculista.
Em conversas recentes com parentes e amigos, surgiu de novo o assunto da sensibilidade. Como sempre pareceu muito estranho para muita gente que eu tivesse essa obssessão espartana por ordem e disciplina e ao mesmo tempo a sensibilidade de um artista plástico. Meu pai, especificamente, não entendia como podía fazer parte da minha estratégia me isolar em outro país por um ano para "sentar a bunda na cadeira e produzir". Não entendia como arte podía ser essa atividade com hora marcada, quase mecânica.
Outro das séries de estereótipos ligados à carreira de artes plásticas é isso de que você vai viver uma vida totalmente dionisíaca e não-cartesiana, onde sua produção vai depender de uma inspiração de momento, imprevisível e soberana, sem a qual você não pode começar a produzir. Minha observação do pessoal do 2000e8 sugere exatamente o contrário. Eles produzem disciplinada e constantemente. A inspiração não define a obra específica ou o começo da produção, mas sim a série inteira de obras. Eles produzem sobre a mesma idéia, dia após dia, até esse lendário momento de inspiração fugaz trazer a próxima grande idéia. E daí começam uma série nova. Pode ser amanhã, pode ser no ano que vem. Mas enquanto essa idéia não vem, eles continuam produzindo sobre a mesma idéia. Só assim garantem um volume de trabalho suficiente para serem artistas comercializáveis.
A sensibilidade não é nada além de outro tipo de lógica.
Uma lógica de escolhas baseada na intuição, que por sua vez é baseada na experiência. Já fiz determinadas coisas tantas vezes, já juntei determinadas cores tantas vezes, que passo a ter uma memória inconsciente do que dá certo ou não. Alguns acham que isso é sensibilidade inata com as cores, com sabores, com palavras; mas é experiência.
Há menos magia na sensibilidade artística do que se pensa ou se admite.
Na fila de produção, resolvi começar desatravancando trabalhos antigos nos quais eu empaquei. O quadro que fazia parte do tríptico para a sala de casa, que parou depois que Bia criticou o modo como eu estava pintando a floresta, vai virar a primeira obra desta nova fase, dentro das premissas da pesquisa masculista. O retrato de Lexy vai receber a chapa de acrílico final com uma brincadeira a mais. E já estou quase terminando a caixa de chá pintada com a Alice que devo de presente à Lexy. Metas de Setembro.
Uma obra por mês. No mínimo. Sempre masculista.
Em conversas recentes com parentes e amigos, surgiu de novo o assunto da sensibilidade. Como sempre pareceu muito estranho para muita gente que eu tivesse essa obssessão espartana por ordem e disciplina e ao mesmo tempo a sensibilidade de um artista plástico. Meu pai, especificamente, não entendia como podía fazer parte da minha estratégia me isolar em outro país por um ano para "sentar a bunda na cadeira e produzir". Não entendia como arte podía ser essa atividade com hora marcada, quase mecânica.
Outro das séries de estereótipos ligados à carreira de artes plásticas é isso de que você vai viver uma vida totalmente dionisíaca e não-cartesiana, onde sua produção vai depender de uma inspiração de momento, imprevisível e soberana, sem a qual você não pode começar a produzir. Minha observação do pessoal do 2000e8 sugere exatamente o contrário. Eles produzem disciplinada e constantemente. A inspiração não define a obra específica ou o começo da produção, mas sim a série inteira de obras. Eles produzem sobre a mesma idéia, dia após dia, até esse lendário momento de inspiração fugaz trazer a próxima grande idéia. E daí começam uma série nova. Pode ser amanhã, pode ser no ano que vem. Mas enquanto essa idéia não vem, eles continuam produzindo sobre a mesma idéia. Só assim garantem um volume de trabalho suficiente para serem artistas comercializáveis.
A sensibilidade não é nada além de outro tipo de lógica.
Uma lógica de escolhas baseada na intuição, que por sua vez é baseada na experiência. Já fiz determinadas coisas tantas vezes, já juntei determinadas cores tantas vezes, que passo a ter uma memória inconsciente do que dá certo ou não. Alguns acham que isso é sensibilidade inata com as cores, com sabores, com palavras; mas é experiência.
Há menos magia na sensibilidade artística do que se pensa ou se admite.
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