Achei importante separar um tempo para documentar isso por aqui, ainda que rapidamente.
Resolvi que a parte principal do meu trabalho na exposição final vai ser a versão finalizada do Male Varnish (essa do link foi apenas um estudo e não coloco a versão final online porque possívies compradores na exposição final iriam querer algo com tiragem limitada e exclusividade...). Na versão final, antes de pintar as unhas, eu as lixo em uma lixadeira da oficina de madeira da faculdade e ainda uso um polidor para polir e remover resíduos antes de pintar.
Resolvii ainda construir uma parede extra no meu espaço da exposição, para colocar a tela do vídeo embutida na parede e poder ainda escrever e desenhar na parede também. Tenho passado os dias em uma febril atividade de carpintaria, construíndo a parede.
Flashback para o fim de semana anterior.
Visitei Allyson, um maquiador brasileiro que se apresenta como drag queen por aqui. Ally, como ele se apelida, foi a principal entrevista da minha dissertação (substituíndo o não-cooperativo Lady Lloyd), confirmando como segunda opinião várias das minhas visões da sociedade brasileira referentes à masculinidade. Conversamos muito e resolvi fazer um dos vídeos de entrevista com ele, como aquele em que Neba corta o meu cabelo e barba. A primeira visita era para combinarmos direito o que íamos fazer e arranjar uma data.
Conversa vai, conversa vem. Ele me falava das interpretações errôneas e diferenças entre cross-dressers, drag queens e afins. Eu explicava a exposição final, os meus vídeos e a liberdade que eu sentia em uma cultura diferente da brasileira.
Mas quando expliquei sobre a parede que eu ia ter que construir esta semana, ele olhou de canto de olho para minhas unhas que já haviam voltado a crescer depois do vídeo (e que eu planejava ter confortavelmente longas para a abertura da exposição, fazendo a ligação com o vídeo em si). Sem conseguir se conter, Allyson pediu permissão e começou a fazer minhas unhas. Lixando, cortando... Com gestos de quem já faz isso há anos, arranjou um pequeno vidrinho de base para unhas e começou a passar. Disse que aquilo iria proteger as minhas unhas durante a atividade dessa semana, evitando que quebrassem.
Passei o domingo admirando o estranho brilho que elas tinham, e o quase imperceptível aumento de peso. Extremidades cuidadas e singelas em mãos peludas de homem. Era algo estranho, mas curioso, interessante. Me lembrava trechos dos livros de Anne Rice onde Lestat (ou Louis) descrevia suas unhas como tendo um brilho estranho depois que ele foi transformado em vampiro.
Enquanto escrevo aqui (as unhas já voltando a clicar nas teclas, indicando que já ficaram grandes demais), percebo que a proteção da base já descascou em vários lugares, revelando a superfície fosca da unha verdadeira. Era de se esperar: passei dois dias levantando madeiras, arrancando pregos, escalando andaimes, usando uma miríade de ferramentas. Não me importei. A base estava aí para isso mesmo, para receber o castigo destinado às unhas. Para dar lugar a esse aspecto de algo que era cuidado e perfeito, mas foi devidamente usado. Me interessei muito pelo contraste masculino/feminino desses eventos. Pela coisa meio cômica, meio bonita, de ser esse carpinteiro (machão...) de unhas feitas. Aprendi que é desse tipo de estranheza que eu devo me inspirar para falar do Masculismo no meu trabalho.
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
quarta-feira, agosto 17, 2011
segunda-feira, agosto 08, 2011
Panic on the Streets of London
Postando para acalmar os nervos da turma de casa.
Vocês já devem ter ouvido das ondas de violência aqui em Londres. Elas vêm acontecendo desde sábado, quando aparentemente um rapaz negro de 29 anos foi (acidentalmente?) morto pela polícia no bairo pobre de Tottenham. A turma do bairro exigiu satisfações da polícia, que abriu um inquérito. Mas a coisa demorou demais e os moradores do bairro, impacientes, irromperam em violência contra o preconeito da polícia.
Lembra daquela turma que transformou o primeiro protesto contra os cortes do governo em uma invasão à sede do partido conservador? Não os estudantes, mas sim os "protestantes profissionais" misturados no meio deles? Então, assim que a violência em Tottenham começou, esses daí começaram a organizar a baderna em outros bairros, através de mídias sociais e Blackberrys. Suponho que eles até disseram que queriam protestar contra o preconceito também. Acredito que na verdade só queriam uma baderna mesmo. Chances para saquear lojas e incendiar algumas coisas, porque é legal. Como resultado, rompantes de destruição atingiram Brixton no domingo, Hackney, Islington e Peckham na segunda. Bairros aparentemente desconexos, em diversar regiões de Londres, que só tinham em comum o fato de serem bairros pobres. Emily, minha ex-colega de apê, comentou no Facebook: "o que tem pra roubar em Peckham, extensão capilar?" referindo-se à profusão de cabeleireiros africanos do bairro vizinho ao que nós moramos por dez meses.
Quanto a mim, não se preocupem. Eu estou muito bem até agora. Inocente, fui comprar material em Brixton hoje de manhã. Encontrei o bairro todo isolado por fitas policiais, que tomavam um quarteirão a mais a cada vinte minutos. A sensação era de ter chegado no dia seguinte a uma senhora balada...
Em Vauxhall, onde estou morando agora, tudo continua tranquilo. Ouço as sirenes passando sem parar na rua. Mas duvido que eles venham aqui incendiar baladas gays e espancar drag queens.
Depois que ouvi casos de violência em Birmingham também, me peguei cantarolando o começo da música dos Smiths hoje à noite:
Panic on the streets of London
Panic on the streets of Birmingham
I wonder to myself
Could life ever be sane again ?
Vocês já devem ter ouvido das ondas de violência aqui em Londres. Elas vêm acontecendo desde sábado, quando aparentemente um rapaz negro de 29 anos foi (acidentalmente?) morto pela polícia no bairo pobre de Tottenham. A turma do bairro exigiu satisfações da polícia, que abriu um inquérito. Mas a coisa demorou demais e os moradores do bairro, impacientes, irromperam em violência contra o preconeito da polícia.
Lembra daquela turma que transformou o primeiro protesto contra os cortes do governo em uma invasão à sede do partido conservador? Não os estudantes, mas sim os "protestantes profissionais" misturados no meio deles? Então, assim que a violência em Tottenham começou, esses daí começaram a organizar a baderna em outros bairros, através de mídias sociais e Blackberrys. Suponho que eles até disseram que queriam protestar contra o preconceito também. Acredito que na verdade só queriam uma baderna mesmo. Chances para saquear lojas e incendiar algumas coisas, porque é legal. Como resultado, rompantes de destruição atingiram Brixton no domingo, Hackney, Islington e Peckham na segunda. Bairros aparentemente desconexos, em diversar regiões de Londres, que só tinham em comum o fato de serem bairros pobres. Emily, minha ex-colega de apê, comentou no Facebook: "o que tem pra roubar em Peckham, extensão capilar?" referindo-se à profusão de cabeleireiros africanos do bairro vizinho ao que nós moramos por dez meses.
Quanto a mim, não se preocupem. Eu estou muito bem até agora. Inocente, fui comprar material em Brixton hoje de manhã. Encontrei o bairro todo isolado por fitas policiais, que tomavam um quarteirão a mais a cada vinte minutos. A sensação era de ter chegado no dia seguinte a uma senhora balada...
Em Vauxhall, onde estou morando agora, tudo continua tranquilo. Ouço as sirenes passando sem parar na rua. Mas duvido que eles venham aqui incendiar baladas gays e espancar drag queens.
Depois que ouvi casos de violência em Birmingham também, me peguei cantarolando o começo da música dos Smiths hoje à noite:
Panic on the streets of London
Panic on the streets of Birmingham
I wonder to myself
Could life ever be sane again ?
quinta-feira, agosto 04, 2011
Texto do catálogo
Achei relevante fazer uma curta nota disso por aqui.
Saíndo da faculdade hoje, minha colega irlandesa Fiona comentou: "Sabe o seu texto do catálogo (cada um de nós enviou um pequeno texto sobre nosso projeto em Chelsea este ano)? Eu achei esse texto brilhante! Você mudou muito o seu jeito de falar sobre o seu trabalho, está perfeito."
Claro, ela refere-se a esse texto em comparação a como eu me apresentei no começo do curso. Esse comentário fez o meu dia!
Abaixo, o texto do catálogo traduzido:
"Eu sou um homem branco ocidental heterossexual. Mas eu não sou o Patriarcado. Meu trabalho em video-performance, literatura e pintura tenta fazer a crônica de uma procura por um modo alternativo de existência que não me aliene do meu corpo e minhas emoções como condição para a masculinidade. É um caminho que deve ser percorrido cuidadosamente, ou corro o risco de ser compreendido como um crítico contra o Feminismo e suas importantes conquistas ou um partidário de masculinidades essencialistas e ultrapassadas. Meu trabalho nunca foi sobre isso. Em vez disso, ele lida com minha experiência pessoal de masculinidade brasileira, na esperança de que outros se identifiquem com minhas questões e compartilhem suas próprias 'mazelas de meninice [boyhood]'.
Eu ainda acho que os homens não nomearam e lidaram com suas 'mazelas de meninice' da mesma forma que o feminismo deu às mulheres jeitos de nomear algumas das tragédias da nossa 'adultice' na sociedade sexista. - Bell Hooks"
Saíndo da faculdade hoje, minha colega irlandesa Fiona comentou: "Sabe o seu texto do catálogo (cada um de nós enviou um pequeno texto sobre nosso projeto em Chelsea este ano)? Eu achei esse texto brilhante! Você mudou muito o seu jeito de falar sobre o seu trabalho, está perfeito."
Claro, ela refere-se a esse texto em comparação a como eu me apresentei no começo do curso. Esse comentário fez o meu dia!
Abaixo, o texto do catálogo traduzido:
"Eu sou um homem branco ocidental heterossexual. Mas eu não sou o Patriarcado. Meu trabalho em video-performance, literatura e pintura tenta fazer a crônica de uma procura por um modo alternativo de existência que não me aliene do meu corpo e minhas emoções como condição para a masculinidade. É um caminho que deve ser percorrido cuidadosamente, ou corro o risco de ser compreendido como um crítico contra o Feminismo e suas importantes conquistas ou um partidário de masculinidades essencialistas e ultrapassadas. Meu trabalho nunca foi sobre isso. Em vez disso, ele lida com minha experiência pessoal de masculinidade brasileira, na esperança de que outros se identifiquem com minhas questões e compartilhem suas próprias 'mazelas de meninice [boyhood]'.
Eu ainda acho que os homens não nomearam e lidaram com suas 'mazelas de meninice' da mesma forma que o feminismo deu às mulheres jeitos de nomear algumas das tragédias da nossa 'adultice' na sociedade sexista. - Bell Hooks"
quarta-feira, agosto 03, 2011
Existere
O cartaz era daquelas coisas que você só vê em faculdade de artes: "Procura-se 90 participantes nus para performance". Logo pensei no Spencer Tunick, uma experiência da qual eu sempre quis participar e nunca consegui. Ele até foi à minha cidade, mas essa foi outra daquelas tantas coisas que eu perdi quando estava jogando minha vida fora nas agências de publicidade.
O premiado trio de artistas JocJonJosh, composto pelo inglês Joc Marchington, o suiço Jonathan Brantschen e Joschi Herczeg da Eslováquia, era conhecido por instalações e performances que usavam o corpo humano (nem sempre nu) em composições que variam do simples até aquelas em que não se entende onde um corpo acaba e o outro começa.
Para este projeto, chamado Existere, a idéia era criar um empilhado de cerca de 60 a 70 corpos no espaço Testbed 1 em Battersea. Seria uma estrutura que lembrava uma casa cilíndrica, e que os artistas tinham pensado em produzir como resposta aos desastres no Japão, Austrália e Nova Zelândia, lembrando que não foram só casas que foram destruídas, mas vidas também.
A idéia era simples. A execução, nem tanto...
Eramos diversos voluntários de vários lugares da Inglaterra, e a coordenação para que todos viessem aos ensaios ficou a cargo de Jevgenija Ravcova, conhecida como Eugenie, que manteve todo mundo comunicado por e-mails. Os ensaios duraram um mês e foram coordenados pelo trio de artistas e a coreografa Hedva Eltanani. E havia muita coreografia nisso tudo. Desde o aquecimento rigoroso, a entrada dos voluntários, por entre a pequena platéia (diversas sessões foram organizadas para que a platéia sempre fosse em número menor do que os participantes), a montagem e a desmontagem da estrutura, em perfeito mutismo. Havia toda uma lógica desenvolvida durante meses de como cada corpo sustentaria o peso dos outros. E um profissionalismo excelente no trato com pessoas que estariam expondo sua nudez.
Havia gente de todos os jeitos. Senhores cinquentões enormes da classe trabalhadora inglesa, estudantes de arte de países diversos como eu, nudistas, modelos de arte (uma que eu já desenhara na faculdade), profissionais de dança, adeptos de ioga, negros, brancos, asiáticos, homens, mulheres, jovens, velhos, casais, pais e filhos (filhos adultos...). Em comum, todos eles tinham ótima aceitação de seus corpos (embora quase ninguém tivesse aquele corpo perfeito) e um desprezo pelas noções comuns de pudor. Aceitavam que se pudesse estar nu fora de um contexto sexual, embora alguns nunca o tivessem experimentado.
Uma coisa que percebi no entanto era que quase nenhum deles era muito peludo. Como se o biotipo europeu suprimisse isso (ou talvez eles lidassem com isso de alguma forma). Eu estava no auge da minha experimentação disso (um mês depois que Neba raspara minha cabeça e barba e ainda mantendo a calvície diariamente...) e por sorte havia removido boa parte dos meus pelos, podendo me passar por um deles sem problemas.
A cômica dignidade com a qual todo mundo se despiu no primeiro dia foi talvez o único momento de desconforto. Quando nos juntamos no primeiro ensaio para formar pela primeira vez a estrutura, já sabíamos o suficiente da coreografia para que a nudez não incomodasse, tendo ensaiado partes dela com roupas. Havia uma sensação de que as coisas estavam indo ao contrário: de que nos víamos pelados para depois nos conhecermos melhor. Mas isso funcionava muito bem, evitando aquele efeito da acquainted nudity, o pudor de ver uma pessoa conhecida nua.
Depois da última apresentação no dia 23 de Julho, fomos todos ao pub local. Tendo completado o projeto, a coisa toda perdia sua seriedade e nos permitíamos rir dos pequenos detalhes. Rimos imaginando os mortos e feridos do que teria acontecido se, naquele momento solene em que a estrutura está montada e ficamos inertes e calados por dois minutos, alguém peidasse... E fizemos chacota do único rapaz encabulado que não conseguiu evitar uma ereção no desmontar da estrutura.
Foi uma experiência maravilhosa. De aceitação do corpo, de compreensão do pudor, de arquitetura (!?).
O premiado trio de artistas JocJonJosh, composto pelo inglês Joc Marchington, o suiço Jonathan Brantschen e Joschi Herczeg da Eslováquia, era conhecido por instalações e performances que usavam o corpo humano (nem sempre nu) em composições que variam do simples até aquelas em que não se entende onde um corpo acaba e o outro começa.
Para este projeto, chamado Existere, a idéia era criar um empilhado de cerca de 60 a 70 corpos no espaço Testbed 1 em Battersea. Seria uma estrutura que lembrava uma casa cilíndrica, e que os artistas tinham pensado em produzir como resposta aos desastres no Japão, Austrália e Nova Zelândia, lembrando que não foram só casas que foram destruídas, mas vidas também.
A idéia era simples. A execução, nem tanto...
Eramos diversos voluntários de vários lugares da Inglaterra, e a coordenação para que todos viessem aos ensaios ficou a cargo de Jevgenija Ravcova, conhecida como Eugenie, que manteve todo mundo comunicado por e-mails. Os ensaios duraram um mês e foram coordenados pelo trio de artistas e a coreografa Hedva Eltanani. E havia muita coreografia nisso tudo. Desde o aquecimento rigoroso, a entrada dos voluntários, por entre a pequena platéia (diversas sessões foram organizadas para que a platéia sempre fosse em número menor do que os participantes), a montagem e a desmontagem da estrutura, em perfeito mutismo. Havia toda uma lógica desenvolvida durante meses de como cada corpo sustentaria o peso dos outros. E um profissionalismo excelente no trato com pessoas que estariam expondo sua nudez.
Havia gente de todos os jeitos. Senhores cinquentões enormes da classe trabalhadora inglesa, estudantes de arte de países diversos como eu, nudistas, modelos de arte (uma que eu já desenhara na faculdade), profissionais de dança, adeptos de ioga, negros, brancos, asiáticos, homens, mulheres, jovens, velhos, casais, pais e filhos (filhos adultos...). Em comum, todos eles tinham ótima aceitação de seus corpos (embora quase ninguém tivesse aquele corpo perfeito) e um desprezo pelas noções comuns de pudor. Aceitavam que se pudesse estar nu fora de um contexto sexual, embora alguns nunca o tivessem experimentado.
Uma coisa que percebi no entanto era que quase nenhum deles era muito peludo. Como se o biotipo europeu suprimisse isso (ou talvez eles lidassem com isso de alguma forma). Eu estava no auge da minha experimentação disso (um mês depois que Neba raspara minha cabeça e barba e ainda mantendo a calvície diariamente...) e por sorte havia removido boa parte dos meus pelos, podendo me passar por um deles sem problemas.
A cômica dignidade com a qual todo mundo se despiu no primeiro dia foi talvez o único momento de desconforto. Quando nos juntamos no primeiro ensaio para formar pela primeira vez a estrutura, já sabíamos o suficiente da coreografia para que a nudez não incomodasse, tendo ensaiado partes dela com roupas. Havia uma sensação de que as coisas estavam indo ao contrário: de que nos víamos pelados para depois nos conhecermos melhor. Mas isso funcionava muito bem, evitando aquele efeito da acquainted nudity, o pudor de ver uma pessoa conhecida nua.
Depois da última apresentação no dia 23 de Julho, fomos todos ao pub local. Tendo completado o projeto, a coisa toda perdia sua seriedade e nos permitíamos rir dos pequenos detalhes. Rimos imaginando os mortos e feridos do que teria acontecido se, naquele momento solene em que a estrutura está montada e ficamos inertes e calados por dois minutos, alguém peidasse... E fizemos chacota do único rapaz encabulado que não conseguiu evitar uma ereção no desmontar da estrutura.
Foi uma experiência maravilhosa. De aceitação do corpo, de compreensão do pudor, de arquitetura (!?).
terça-feira, agosto 02, 2011
Eu tinha prometido um texto por dia....
Mas entre internet falhando, sacanagens de última hora do catálogo, gente despejando trabalho alheio no meu colo, preparativos para a exposição final e pura e simples exaustão, eu acho que vou ter que esticar essa meta.
Segura aí um pouco que já já eu estou de volta...
Mas entre internet falhando, sacanagens de última hora do catálogo, gente despejando trabalho alheio no meu colo, preparativos para a exposição final e pura e simples exaustão, eu acho que vou ter que esticar essa meta.
Segura aí um pouco que já já eu estou de volta...
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