Faz algum tempo, escrevi aqui no blog sobre a sensação de haver experimentado lança-perfume. E nesses dias ocorreu-me que não escrevi sobre as experiências com uma droga mais leve e comun, a maconha.
Convenhamos, estou em uma faculdade que tem fama de ter mais maconheiros por metro quadrado da cidade. Portanto não é de estranhar que eu já tenha passado por isso. Várias vezes.
Na primeira vez que experimentei, não senti nada. Ou ao menos não percebi diferença alguma. Estava em um daqueles eventos de jogos universitários, conversando com amigos. Achei muito sem graça, principalmente pelo cheiro que em deixava nas roupas e o incômodo na garganta (não parava de tossir).
Havia encerrado o episódio e evitei uma reincidência por muito tempo. E então, na casa de alguns amigos, tentei novamente. Conversávamos sobre qualquer coisa e algum deles disse alguma asneira: não parei de rir por quase meia hora... Ao me levantar do sofá onde estava, minhas mãos formigavam e minha percepção das coisas havia mudado levemente, mas não entendia como.
Algum tempo depois, experimentei de novo na faculdade, pouco antes de tomar o ônibus para casa. E então percebi como a percepção do mundo muda: é uma confusão mental baseada em composição. Suponho que quem não mexe com imagens não compreenderia este fato. Explico: no caminho para casa, passei por uma curva e achei que estava perto do meu ponto. Desci do ônibus. E então percebi que estava a alguns quarteirões do ponto que deveria descer, que é logo após uma curva similar. Não digo similar em termos de imagem, mas em termos de composição: há prédios nas mesmas direções, um ponto de ônibus a uma distância similar, vários objetos ocupando lugares similares. Confundo uma coisa com a outra e acho que estou no ponto certo. Caminhando para casa, o mesmo fenômeno aconteceu atravessando uma rua: podia jurar que estava atravessando a rua seguinte. É a mesma composição, com calçadas similares em ambos os quarteirões. Questão de composição.
Ontem percebi coisa similar conversando com Tink no caminho para casa dela. Havia fumado novamente junto com a turma do trabalho dela. Ela, obviamente, se absteve. Conversando com ela, comecei a perceber que confundia as palavras exatas para o mesmo raciocínio: chamava a rua Augusta de Cidade Jardim (uma eventualmente vira a outra, mas na minha cabeça, era a mesma coisa) e embora raciocinasse perfeitamente, tinha alguma dificuldade para transmitir o raciocínio para ela. Ela percebeu, obviamente, porque sempre presta atenção nesses detalhes de exatidão. Ficou chateada. Perdoe-me. Sendo que o raciocínio funcionava bem, conseguia dirigir perfeitamente. Só não sabia com precisão o nome das ruas. Fiquei com algum receio de passar por aquela confusão de composição novamente, e por isso prestava muita atenção nas coisas, para não confundir. Minha reação para algumas coisas ficou um pouco mais lenta. Por isso dirigi devagar.
Ou seja, era como se tudo perdesse o foco. Não a imagem (embora, assim como com o álcool, eu não conseguia perceber com nitidez a borda das coisas porque meu olhos vagavam demais), mas os conceitos mesmo. Eu perdia o fine tunning. Os conceitos eram os certos, só não eram expressados ou compreendidos com muita precisão.
Me certifiquei de que jamais faria atividade circense depois de fumar: preciso de muita concentração, muito fine tunning para aterrisar depois de um salto em cama elástica ou jogar o peso do corpo para fazer um mortal.
Foram tantos efeitos, que não sei se consegui traçar uma explicação coerente aqui. Mas acho que parte do fascínio das drogas vem do fato de que ninguém consegue explicar de forma muito viva a sensação delas, os efeitos. Vale aquele velho clichê de que é preciso experimentar para saber. Mio Matrix: you have to see it for yourself.
A garganta, aliás, continuou irritada pra caramba.
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
sábado, abril 30, 2005
terça-feira, abril 26, 2005
On goth wear
Took me a while to understand that, in the end, goth clothing is not about wearing black. Because it's not about colors at all. Goth wear could be white or gray and it would still look gothic. Color is of little or no relevance, hence the neutral colors are usually chosen. Goth clothing is about design, shape and details. Oh, and forget bauhauss' "form follows function" motto: some things in goth wear are just beautiful, with no function at all. Take neck pieces and rings, for example. Or embroidery, for that matter.
In a bizarre way, I'd say goth wear would please artists that are more related to drawing (that is, to line, shape and volume) than to painters (attuned to colors and lighting). But then again, I'd consider myself a painter and I love goth stuff...
In a bizarre way, I'd say goth wear would please artists that are more related to drawing (that is, to line, shape and volume) than to painters (attuned to colors and lighting). But then again, I'd consider myself a painter and I love goth stuff...
segunda-feira, abril 25, 2005
Working with Dr. Greene
He is, as I am, quite fond of those deep conversations about the more philosophical subjects and human nature. Funny to note that he seems to be constantly aware of his listener's facial expressions and even the smallest gestures. As noted on the earlier days of my own blog, I can't look people in the eye. Feels to me like invading some level of their personal space. Complicated issue. So sometimes, when people talk, my glance wanders around, at things, decoration, people in the street. And Lala's, being as observing as he is, constantly catches one of these escapist glances at random people in the street and turns his head in hopes of understanding what supposed beautiful girl drew my attention. Both are rather comical gestures, but it amases me to find how aware of the little details he actually is.
On other matters, he seems to be like me in that he doesn't talk much at first. But once the conversation starts going, there's no stopping him. Or me, for that matter. Then again, he's one of the few people I can stand to be around in silence without worrying about unconfortable silences.
We differ, I suppose, when it comes to psychological problems. Whereas I seem unconfortable with my condition as a living organism, he seems to have no big issues about it. And where I seem to accept the fact that I am as evil, immoral and unnethical as any human being, those are the self-doubts that keep him awake at night. My problems tend to be more biological while his tend to be more of a social thing, I guess. In that sense, I suppose he is again similar to Dr. Greene.
domingo, abril 24, 2005
Percebi (todo mundo percebe um dia, muitos mais cedo do que isso) que eu posso ter o amor que eu sempre disse que queria e que isso não vai ser suficiente. Eu vou sempre querer que a outra pessoa seja tanto mais, com outro estilo e opiniões como as minhas. E nada disso é muito fácil porque as minhas opiniões e gostos e o que eu quero que a pessoa seja estão sempre mudando e mudando. Onde antes era apenas a procura pela beleza, hoje é muito mais a procura pelo visceral e real, que a beleza não pode me dar. Eu quero hoje tanto amor adulto e maduro, tanta coisa que vejo gente por aí ter. Mas sempre me disseram e eu concordo que a grama do vizinho é sempre mais verde. Ou seja, que facilmente eu alcançaria algo visceral apenas para voltar a desejar desesperadamente a beleza. Apenas a beleza, por mais superficial e incoerente com meu estilo de vida que fosse.
Eu sei que escrever algo assim por aqui pode novamente me trazer todos os problemas dos quais fugi impondo censura a mim mesmo. Mas chega uma hora que você cansa de viver escondendo pequenas coisinhas e sentimentos e fugindo de si mesmo por causa dos outros. Quer apenas viver uma noite (uma noite que seja) de exageros e embriaguez poética, de satisfação plena sem hora pra voltar pra casa.
Eu sei que escrever algo assim por aqui pode novamente me trazer todos os problemas dos quais fugi impondo censura a mim mesmo. Mas chega uma hora que você cansa de viver escondendo pequenas coisinhas e sentimentos e fugindo de si mesmo por causa dos outros. Quer apenas viver uma noite (uma noite que seja) de exageros e embriaguez poética, de satisfação plena sem hora pra voltar pra casa.
sexta-feira, abril 22, 2005
E então fui deixado a sós no apartamento durante o final de semana. Cheguei em casa tarde da noite e entrei no apartamento vazio, brincando como faço de costume que o apartamento é meu e moro só, apesar dele ser muito maior do que eu de fato preciso. Tentando simular o que deve ser sentir de verdade isso de morar sozinho, misto de sonho, desejo e medo meu. Já lhe digo: às vezes me sentiria enlouquecido pela melancolia da solidão. Suponho que passaria a depender muito mais da compania de meus amigos.
Hoje, quando cheguei no apartamento escuro, percebi que é tudo novo demais para sentir aquele chamado da realidade que me diz que ele é de fato dos meus pais. Os móveis são novos, as paredes são de uma cor diferente, o cheiro é outro. Como se não fosse o apartamento dos meus pais ao qual eu estava acostumado. A falta de alguns dos móveis (como a maldita estante...) deixa na sala uma amplitude, uma ausência. Coisa de apartamento novo mesmo. Como se eu tivesse acabado de sair da casa dos meus pais e me mudar para um lugar só meu. Tudo isso empresta ao meu faz-de-conta um teor maior de realidade. Restam apenas alguns paradoxos: os quartos a mais, o piano do meu irmão, os eletrodomésticos que eu não teria dinheiro para comprar se tivesse acabado de me mudar, o computador com internet a cabo que eu também não teria como pagar nesse primeiro momento... Ignoro essas coisas e continuo fantasiando durante o final de semana, em uma casa que começa a me parecer branca demais, como se estivesse mesmo em um sonho, ou na minha mente meio perturbada quando o assunto é design.
Agora vejamos... Se fosse como na minha imaginação, em que lugar da casa estaria meu gato?
Hoje, quando cheguei no apartamento escuro, percebi que é tudo novo demais para sentir aquele chamado da realidade que me diz que ele é de fato dos meus pais. Os móveis são novos, as paredes são de uma cor diferente, o cheiro é outro. Como se não fosse o apartamento dos meus pais ao qual eu estava acostumado. A falta de alguns dos móveis (como a maldita estante...) deixa na sala uma amplitude, uma ausência. Coisa de apartamento novo mesmo. Como se eu tivesse acabado de sair da casa dos meus pais e me mudar para um lugar só meu. Tudo isso empresta ao meu faz-de-conta um teor maior de realidade. Restam apenas alguns paradoxos: os quartos a mais, o piano do meu irmão, os eletrodomésticos que eu não teria dinheiro para comprar se tivesse acabado de me mudar, o computador com internet a cabo que eu também não teria como pagar nesse primeiro momento... Ignoro essas coisas e continuo fantasiando durante o final de semana, em uma casa que começa a me parecer branca demais, como se estivesse mesmo em um sonho, ou na minha mente meio perturbada quando o assunto é design.
Agora vejamos... Se fosse como na minha imaginação, em que lugar da casa estaria meu gato?
quarta-feira, abril 20, 2005
Someone else makes weird comparisons...
So I went into Luli's room at the university to give him back the book I had borrowed (Trigger Happy, by Steven Poole, about video games: I'll write about it later on). On my way out, he stopped me and said, rather playfully, that he always thought I looked like Egon Schiele, the austrian painter from the end of the 19th century. It seems I'm not the only one making weird comparisons after all...
It takes someone with some familiarity with images to understand these parameters and note the similarities. They are too abstract, too indirect to be commonly noticed. I'll admit, it's not all that flattering to be compared to the ugly drawings of a morally questionable person. All I can say about Luli's comparison is that, if I live a life as perverted and hedonistic as Schiele's, I might get into a lot of trouble, but at least it'll be a life well lived. I'd porbably just skip the part where he dies of Spanish influenza on halloween.
segunda-feira, abril 18, 2005
Interpretação (limitada, eu sei) de Mulholland Drive
• A cronologia, diferente do filme em si, começa (?) com o diretor, Adam, sendo pressionado pela máfia para escolher Camilla para o papel principal em "Silvia North Story". Vemos, nessa primeira parte, ele encontrar a mulher na cama com outro cara, ter seu dinheiro bloqueado no banco pela máfia e conhecer o Cowboy, um enigmático personagem que o convence a escolher a moça e diz que, se ele fizer tudo certo, só verá o Cowboy mais uma vz. Se fizer errado, verá o Cowboy duas vezes.
• Diane (Betty) vai ao teste para o papel principal do filme de Adam e lá conhece Camilla, por quem se apaixona, e que leva o papel, como combinado com a máfia. Elas têm um romance até que Camilla se apaixona por Adam, o diretor, tornando-se sua noiva (ocasião na qual nós, telespectadores, vemos o Cowboy pela suposta segunda vez).
• Diane paga para matar Camilla e, com remorso, tira a própria vida depois de encontrar a chave azul, sinal do assassino de que o trabalho estava encaminhado. Nessa ocasião, vemos o Cowboy pela ssupossta primeira vez.
• Camilla não morre, salva pelo acidente de carro em Mulholland Drive (o começo do filme, mas não da cronologia), que mata os assassinos e deixa Camilla com amnésia.
• Camilla, que se atribui o nome de Rita (Hayworth), conhece e se apaixona por Betty (Davis?)/Diane, que vai fazer o teste para o papel principal no filme de Adam, fechando o ciclo.
•Personagens que estão acima da cronologia: o mendigo no beco (aliás, aquela cena inicial dele não fez sentido algum...), com a caixa azul que aparentemente devolve a memória a Camilla, o casal de idosos que viaja com Betty e atormenta Diane no final (começo), Tia Ruth e o teatro chamado "Silêncio".
Deu pra entender? Não, né? É que eu entendi quase tudo, mas não dá pra explicar linearmente. Eu precisaria de um papel e lápis pra desenhar um organograma da coisa toda.
Mulholland Drive, dirigido por David Lynch, é assim mesmo. Você precisa ter um poder de abstração ferrado pra poder compreender, porque não estamos lidando com coisas definidas e ordem cronológica certa, mas com conceitos soltos, montados como colagem, em um tempo cíclico. Ou melhor, o tempo é em espiral, porque volta-se ao mesmo ponto, porém com conceitos e valores novos, que lhe dão outro sentido. Putz, tá foda de explicar. Cadê aquele papel e lápis?
O fato é que é um novo tipo de literatura e cinema que tenho acompanhado ultimamente. Arte para um novo público, que conseguee transcender a cronologia linear pra chegar em uma compreensão que funciona como uma teia de conceitos. É a geração da web, que não consegue ler manuais porque explicam as coisas de forma linear. A geração com maior capacidade de manter conceitos soltos e inexplicados na memória, à espera de uma amarração melhor. Uma geração com aquela capacidade feminina de prestar atenção em trinta coisas ao mesmo tempo e ter controle de tudo.
Também são deste tipo de literatura e cinema:
Eternal Sunshine of the Spotless Mind
Magnólia
21 Grams
Hero
Quer saber o mais legal? Vou ter que fazer uma monografia sobre isso para uma das aulas da faculdade e a professora é da geração passada, que não entende, não se interessa pelo assunto, e ainda quer exercer a autoridade dizendo que eu estou errado. Vai ser tããão legal...
sexta-feira, abril 15, 2005
Chocolatificina
Sim, parece lindo moldar chocolate na forma de um fofo coelhinho...
O que não é tão lindo é quando uma família se reune em volta desse coelhinho com olhos chocólatras e o mutilam, tentando desconsiderar a forma e suas conotações. Meu irmão foi o primeiro, percebendo que o coelho tinha algo dentro, abrio-o ao meio: vários coelhinhos menores cairam de dentro. Que ótimo, além de atacarmos o pobre bicho em desvantagem e esquartejá-lo, ainda teríamos o sadismo de comer seus filhotes não nascidos. Assisti meu pai arrancando-lhe o que sobrou da cabeça enquanto minha mãe devorava os filhotes, completamente alheia ao seu instinto materno. Conformei-me com cacos de chocolate disformes, que não me deixavam uma impressão tão macabra. Na mesa, o olho de chocolate do coelhinho ainda tinha aquela forma de um olho pertencente a um rosto que sorri. Continuava sorrindo mesmo depois de toda a carnificina ("chocolatificina"?). É só chocolate, rapaz. É só chocolate. Lembre-se disso.
Ovos são uma forma mais neutra...
O que não é tão lindo é quando uma família se reune em volta desse coelhinho com olhos chocólatras e o mutilam, tentando desconsiderar a forma e suas conotações. Meu irmão foi o primeiro, percebendo que o coelho tinha algo dentro, abrio-o ao meio: vários coelhinhos menores cairam de dentro. Que ótimo, além de atacarmos o pobre bicho em desvantagem e esquartejá-lo, ainda teríamos o sadismo de comer seus filhotes não nascidos. Assisti meu pai arrancando-lhe o que sobrou da cabeça enquanto minha mãe devorava os filhotes, completamente alheia ao seu instinto materno. Conformei-me com cacos de chocolate disformes, que não me deixavam uma impressão tão macabra. Na mesa, o olho de chocolate do coelhinho ainda tinha aquela forma de um olho pertencente a um rosto que sorri. Continuava sorrindo mesmo depois de toda a carnificina ("chocolatificina"?). É só chocolate, rapaz. É só chocolate. Lembre-se disso.
Ovos são uma forma mais neutra...
quinta-feira, abril 14, 2005
Novidade na lista de blogs
Dou as boas vindas a Camila Fernandes ao mundo dos blogs. A ilustradora e poetisa tem sua página pessoal, com portfótio e tudo para os interessados. Mas o que realmente me chamou a atenção e que vai para a lista ao lado é o blog dela, O demo sentado em meu ombro. Conheci Camila através de uma lista de e-mails da qual participo, a Literatura Corporal, com gente que escreve contos com um tom um pouco mais obscuro. Ela foi a primeira a ousar escrever poemas. Raridade: geralmente desisto de ler um poema no meio. Não é muito meu tipo de coisa. Mas os dela, poemas em prosa, tinham alguma coisa que me prendia. Se continuar assim no blog, com certeza será mais uma aquisição de valor à minha lista: uma verdadeira edgewalker.
Seja bem vinda, moça!
Seja bem vinda, moça!
A quem se digna a ler as webcomics na minha lista
Porque que não me aparece uma mulher com a classe e maturidade (sem falar nas roupas) da Miho-chan?
Just a thought... Já calei.
Just a thought... Já calei.
quarta-feira, abril 13, 2005
Brasileiríssima
No final de semana, assisti pela TV a uma das melhores metáforas do que é ser brasileiro que eu já vi.
Aconteceu em plena copa do mundo de ginástica olímpica, aqui no Brasil: a Globo fazendo aquela pressão de sempre em cima da Daiane dos Santos. Ai, não sei se teve dedo da Globo nisso, mas colocaram a prova de solo dela pra ser a última prova do último evento, pra fechar com chave de ouro.
Daiane começa a prova e faz tudo maravilhosamente bem. No meio da apresentação, a música (uma versão... simpática de brasileirinha) para de tocar. Silêncio. Constrangimento. Mas a ginasta não para sua apresentação, embora tenha todo direito de fazê-lo. Continua como se a música estivesse lá. A platéia, inspirada, começa a bater palmas pra marcar o ritmo da música ausente e a atleta termina toda sua coreografia sem absolutamente nenhum erro, arrematando a maior nota e a medalha de ouro, para o alívio da Globo. Porque pra puxar saco de quem só perde, já basta o do Rubinho.
Resumindo, considerei um ótimo exemplo de brasilidade porque o que era mais simples e básico não funcionou (posso citar uma centena de exemplos disso no meu dia-a-dia...), daí o brasileiro foi lá, deu o seu famoso jeitinho e conseguiu um resultado ainda melhor do que se tudo estivesse funcionando.
Ou como um amigo meu colocou: o cara faz o trabalho de dois, com a verba pra um e obtém o resultado de uns quatro.
Aconteceu em plena copa do mundo de ginástica olímpica, aqui no Brasil: a Globo fazendo aquela pressão de sempre em cima da Daiane dos Santos. Ai, não sei se teve dedo da Globo nisso, mas colocaram a prova de solo dela pra ser a última prova do último evento, pra fechar com chave de ouro.
Daiane começa a prova e faz tudo maravilhosamente bem. No meio da apresentação, a música (uma versão... simpática de brasileirinha) para de tocar. Silêncio. Constrangimento. Mas a ginasta não para sua apresentação, embora tenha todo direito de fazê-lo. Continua como se a música estivesse lá. A platéia, inspirada, começa a bater palmas pra marcar o ritmo da música ausente e a atleta termina toda sua coreografia sem absolutamente nenhum erro, arrematando a maior nota e a medalha de ouro, para o alívio da Globo. Porque pra puxar saco de quem só perde, já basta o do Rubinho.
Resumindo, considerei um ótimo exemplo de brasilidade porque o que era mais simples e básico não funcionou (posso citar uma centena de exemplos disso no meu dia-a-dia...), daí o brasileiro foi lá, deu o seu famoso jeitinho e conseguiu um resultado ainda melhor do que se tudo estivesse funcionando.
Ou como um amigo meu colocou: o cara faz o trabalho de dois, com a verba pra um e obtém o resultado de uns quatro.
terça-feira, abril 12, 2005
Toast-R-Oven
Sitting on a beach chair beside the pool at grandma's farm. One of those weekends of meditation.
Sitting there, feeling the noon sun scorch my skin and paint the insides of my eyelids red.
There, listening to the hum of the pool's system sound like that of an electrical resistence. Like the ones that fry chicken.
All that's missing are the eleven herbs and spices...
Later that day, watching spiders versus wasps.
Spiders are like those very rich people that put their money in banks and live off of interest rates: all they have to do is sit there and wait for things to come to them. Their biggest challenge seems to be deiciding where to set up their web.
This wasp got tangled up in the spider's web and mom and I were talking about it, like the newspeople who comment on sports: after noticing the wasp, the spider had come for a first poisonous sting, but comparing it's own size to that of the wasp and the potential damage done by it's sting, it chose a safer strategy and just sat tight, waiting for the wasp to tire itself out, fighting against the web. The wasp, on the other hand, was perfectly aware of the spider, and brandished it´s stinger at it whenever it came close. The wasp tore through four levels of the spider's web before breaking free with one last brave struggle. This beats soccer any day...
And during all this, the wasp hive was right there, behind the spider's web. The other wassps went about their business, completely ignoring their endangered collegue. The could've easily outnumbered the spider, but I suppose the hive has other priorities. It's nothing personal: just business, right? Ah, life in the big companies...
Sitting there, feeling the noon sun scorch my skin and paint the insides of my eyelids red.
There, listening to the hum of the pool's system sound like that of an electrical resistence. Like the ones that fry chicken.
All that's missing are the eleven herbs and spices...
Later that day, watching spiders versus wasps.
Spiders are like those very rich people that put their money in banks and live off of interest rates: all they have to do is sit there and wait for things to come to them. Their biggest challenge seems to be deiciding where to set up their web.
This wasp got tangled up in the spider's web and mom and I were talking about it, like the newspeople who comment on sports: after noticing the wasp, the spider had come for a first poisonous sting, but comparing it's own size to that of the wasp and the potential damage done by it's sting, it chose a safer strategy and just sat tight, waiting for the wasp to tire itself out, fighting against the web. The wasp, on the other hand, was perfectly aware of the spider, and brandished it´s stinger at it whenever it came close. The wasp tore through four levels of the spider's web before breaking free with one last brave struggle. This beats soccer any day...
And during all this, the wasp hive was right there, behind the spider's web. The other wassps went about their business, completely ignoring their endangered collegue. The could've easily outnumbered the spider, but I suppose the hive has other priorities. It's nothing personal: just business, right? Ah, life in the big companies...
sexta-feira, abril 08, 2005
Cena de filme...
Nem percebi quando a chuva começou. Estava trabalhando em alguma coisa no Maya, e juro que o programa faz com que você esqueça do mundo. Até que alguém comentou sobre como estava alagado lá embaixo. Fui até a janela, e de fato os carros lá estavam boiando, saindo sozinhos de seus lugares. Demorou mais uns dez minutos pra que eu lembrasse que estacionei meu carro no segundo subsolo do prédio, o primeiro a ser tomado pelas águas. Corri para o elevador. Lá embaixo, graças a um sistema de drenagem e comportas que fecham o estacionamento nesses casos, a situação não era tão grave. A água estava começando a entrar e alagar o andar do meu carro, que tinha por compania apenas dois outros e estava (Murphy nunca erra...) no canto mais distante do elevador. Dei meus primeiros passos, mas logo percebi que em breve eu estaria com os pés imersos em uma água fétida que brotava das próprias rachaduras do chão. Saltei para áreas mais rasas. E então meu trajeto para o carro foi digno de cena de filme, com direito a manobras Matrix, como saltar para a parede e quicar para outro lugar seco. Tudo indo bem, até que sinto o meu celular cair do prendedor que tenho na cintura. Estava no meio do pulo e aterrisei pensando que já tinha perdido o aparelho. Viro para trás a tempo de vê-lo deitado em um dos poucos lugares ainda secos. A água subindo por todos os lados, chegando cada vez mais perto dele (imaginem o plano em close do celular e a água rastejando a poucos centímetros). Em um movimento rápido de braços, cato ele do chão, e com mais dois pulos estou do lado do carro. Segundos depois, estamos estacionando em lugares mais altos. E dizem que a vida anda monótona na cidade...
quinta-feira, abril 07, 2005
Taking into account what I wrote on Surreal Revelation XII(a comparisson between amorous relationships and jobs), I'd say my current situation is that of someone dating a person with a split personality disorder. See, there's nothing quite like the experience of having two bosses. Specially when they don't get toghether to discuss things much often. Then obviously one will brief you one thing, and a week later, when the job is almost done, the other will say something completely different. And both will want it done by the end of the day...
I'll stop here, lest one of them actually happens upon my humble blog. I just needed to let off some steam, but it seems I've written enough to break my rule about not writting things that have to do with my job...
I'll stop here, lest one of them actually happens upon my humble blog. I just needed to let off some steam, but it seems I've written enough to break my rule about not writting things that have to do with my job...
segunda-feira, abril 04, 2005
Aliás, a quem interessar possa.
Você que me conhece bem, pense no que eu tenho de superstições (não assumidas...).
Agora imagine que saímos de casa para que ela fosse pintada e resolvi dar a permissão para que pintassem por cima de Marcus, já que toda a coisa do Conselho já tinha sido deixada pra trás há muito tempo.
Poucos dias depois que Marcus foi cimentado (ou "acrilizado"?) na parede, deixando de existir no mundo físico ("morrendo", por assim dizer) e voltando a ser apenas uma lembrança de uma brincadeira levada a sério, meu pai veio com a notícia do pólipo e possível câncer dele. Logo pareceu-me supersticiosamente óbvio que eu estava matando Marcus e, no processo, meu pai. Tentei ignorar o pensamento, mas superstição não se ignora assim, certo? Levei o assunto à psicóloga. Ela ajudou-me a concluir a metáfora: Marcus era o arquétipo do que meu pai significava para mim. Toda a lógica, a estratégia, o ceticismo e o sucesso. Ao menos na minha cultura pessoal, ambos eram a mesma pessoa.
Que dizer de Azrael? Na organização do Conselho, ele dividia o comando das coisas, representando o oposto de Marcus, o lado emotivo, ligado às artes e ao martírio gótico. Era minha mãe. Pirado, certo?
Mais estranho ainda foi perceber que os outros dois personagens do Conselho, Smith e a fera, haviam nascido respectivamente de Marcus e Azrael; mas que não tinham a mesma ligação direta comigo e com meu irmão. Ou seja, pela lógica, cada um corresponderia a um de nós, mas encontrei que, na verdade, ambos correspondiam a mim. Meu irmão não entrava no esquema. Ou melhor, entrava como um semelhante a mim, ao qual ambos também corresponderiam.
Mas enfim, isso é papo pra quem me conhece desde infância e conhece a loucura que foi o Conselho.
Agora imagine que saímos de casa para que ela fosse pintada e resolvi dar a permissão para que pintassem por cima de Marcus, já que toda a coisa do Conselho já tinha sido deixada pra trás há muito tempo.
Poucos dias depois que Marcus foi cimentado (ou "acrilizado"?) na parede, deixando de existir no mundo físico ("morrendo", por assim dizer) e voltando a ser apenas uma lembrança de uma brincadeira levada a sério, meu pai veio com a notícia do pólipo e possível câncer dele. Logo pareceu-me supersticiosamente óbvio que eu estava matando Marcus e, no processo, meu pai. Tentei ignorar o pensamento, mas superstição não se ignora assim, certo? Levei o assunto à psicóloga. Ela ajudou-me a concluir a metáfora: Marcus era o arquétipo do que meu pai significava para mim. Toda a lógica, a estratégia, o ceticismo e o sucesso. Ao menos na minha cultura pessoal, ambos eram a mesma pessoa.
Que dizer de Azrael? Na organização do Conselho, ele dividia o comando das coisas, representando o oposto de Marcus, o lado emotivo, ligado às artes e ao martírio gótico. Era minha mãe. Pirado, certo?
Mais estranho ainda foi perceber que os outros dois personagens do Conselho, Smith e a fera, haviam nascido respectivamente de Marcus e Azrael; mas que não tinham a mesma ligação direta comigo e com meu irmão. Ou seja, pela lógica, cada um corresponderia a um de nós, mas encontrei que, na verdade, ambos correspondiam a mim. Meu irmão não entrava no esquema. Ou melhor, entrava como um semelhante a mim, ao qual ambos também corresponderiam.
Mas enfim, isso é papo pra quem me conhece desde infância e conhece a loucura que foi o Conselho.
A maior situação de provisórios da história da família.
Voltamos para casa neste final de semana. As paredes estão todas brancas e suponho que não demore mais do que uns dois ou três meses para que as manchas de mãos comecem a aparecer. Mamãe resolveu pintar as portas de branco também e nesse caso a estimativa cai pra um mês para que apareçam as marcas perto das maçanetas. Tá, isso tá parecendo papo de misofóbico... deixa pra lá.
O chão da sala agora é um tom de branco esquisito, envelhecido, onde as tábuas de madeira ora tendem para o azulado, ora para o verde, mas ainda sáo algo definível como branco. E aliás, nem temos sala. Não há sofás (sabe Deus pra onde foram...) e nos desfizemos de uma estante que deveria ser mais velha do que eu. Com o fim desta, criou-se a maior situação de provisórios da história da família. Provisórios são aquelas coisas como por exemplo a coleção de discos de vinil dos meus pais, que estava na estante, e agora pra não atravancar a sala está no meu quarto. "Provisoriamente". Mas todo mundo conhece brasileiro aqui, né? O "provisoriamente" não dura menos do que seis meses, isso quando não segue o exemplo de tantas medidas "provisórias" do governo que continuam aí até hoje. Já estou pensando em como transformar uma pilha de discos em um elemento decorativo incorporado ao quarto... Enfim, não são apenas discos, mas livros, fitas de vídeo, enciclopédias médicas e estatuetas. Tudo "provisoriamente" colocado em algum lugar da sala porque não temos mais estante e vai demorar até termos dinheiro para fazer outra.
Meu quarto está uma maravilha. As paredes brancas, sem a pintura que nunca cheguei a terminar ou o a presença da obsoleta figura de Marcus no canto do quarto. Restam agora zilhões de projetinhos interessantes que pensei em fazer por lá (e que eu vou demorar mais ou menos os mesmos seis meses da estante pra tomar vergonha na cara e fazer...).
Mamãe agora sente-se um pouco angustiada porque não mais reconhece a casa de antigamente. Sei que vai passar, mas dá aquela sensação de que, depois de todo esse transtorno, ela ainda não gostou do resultado. Please shoot me... E eu já lhe disse que, se ela continuar reclamando de que a casa é escura demais, mesmo com tudo pintado de branco, o problema não será mais da casa e sim dos olhos dela. Aprenda a conviver com isso.
O chão da sala agora é um tom de branco esquisito, envelhecido, onde as tábuas de madeira ora tendem para o azulado, ora para o verde, mas ainda sáo algo definível como branco. E aliás, nem temos sala. Não há sofás (sabe Deus pra onde foram...) e nos desfizemos de uma estante que deveria ser mais velha do que eu. Com o fim desta, criou-se a maior situação de provisórios da história da família. Provisórios são aquelas coisas como por exemplo a coleção de discos de vinil dos meus pais, que estava na estante, e agora pra não atravancar a sala está no meu quarto. "Provisoriamente". Mas todo mundo conhece brasileiro aqui, né? O "provisoriamente" não dura menos do que seis meses, isso quando não segue o exemplo de tantas medidas "provisórias" do governo que continuam aí até hoje. Já estou pensando em como transformar uma pilha de discos em um elemento decorativo incorporado ao quarto... Enfim, não são apenas discos, mas livros, fitas de vídeo, enciclopédias médicas e estatuetas. Tudo "provisoriamente" colocado em algum lugar da sala porque não temos mais estante e vai demorar até termos dinheiro para fazer outra.
Meu quarto está uma maravilha. As paredes brancas, sem a pintura que nunca cheguei a terminar ou o a presença da obsoleta figura de Marcus no canto do quarto. Restam agora zilhões de projetinhos interessantes que pensei em fazer por lá (e que eu vou demorar mais ou menos os mesmos seis meses da estante pra tomar vergonha na cara e fazer...).
Mamãe agora sente-se um pouco angustiada porque não mais reconhece a casa de antigamente. Sei que vai passar, mas dá aquela sensação de que, depois de todo esse transtorno, ela ainda não gostou do resultado. Please shoot me... E eu já lhe disse que, se ela continuar reclamando de que a casa é escura demais, mesmo com tudo pintado de branco, o problema não será mais da casa e sim dos olhos dela. Aprenda a conviver com isso.
sábado, abril 02, 2005
Que dia foi ontem?
Óbvio. Não existe pessoa injuriada. Também, tem que ser muito puritano ou paranóico demais pra se preocupar com as coisas inofensivas que tenho escrito por aqui. A única que poderia se ofender atualmente é a redatora com quem trabalho, e de quem escrevi recentemente em um tom não muito amistoso. Mas com ela não me preocupo. Inventei a história porque as mentiras têm mais credibilidade quando são recheadas desses pequenos detalhes enigmáticos (quem seria esta pessoa? o que eu escrevi sobre ela?).
Resolvi uma vez na vida fazer alguma brincadeira no 1o de Abril. Em parte como brincadeira mesmo, mas em parte pra ver quem é que ainda se importava com isto. Chame-o de uma massagem no ego, porque foi isso mesmo. No mais, quando uma pessoa que quase nunca causa, como eu, faz uma dessas inesperadamente, todo mundo acredita. Tem lá sua semelhança ao uso da frase "eu te amo": diga-a sempre e ela perde seu poder devido à rotina; mas diga-a quando importa e a pessoa amada vai realmente prestar atenção. Escrevi um pouco sobre isso aqui.
A data sempre passava em branco e eu não fazia nada, sisudo que era. Daí fiquei pensando nessa semana no que eu poderia fazer e esta foi a única coisa que achei que fosse gerar alguma reação dos que conheço. E que reação! Fiquei surpreso com algumas pessoas que me escreveram: Jolina e suas juras de morte quando eu achei que ela sequer se importasse, Alex e a sugestão que levarei em conta, Lala's e o depoimento emocionado... Nana, pelo pouco que escreveu, suponho já desconfiasse. Lee ficou na dúvida e se deixou levar pela esperança: fez bem. De todas formas, muito obrigado, gente! Desculpem pela brincadeira, mas vocês me fizeram muito feliz com isso.
Enfim, volto a afirmar: foi tudo mentira. O Edgewalker Lion continua em seu rumo normal, se é que tem rumo. Só por favor não me apedrejem....
Resolvi uma vez na vida fazer alguma brincadeira no 1o de Abril. Em parte como brincadeira mesmo, mas em parte pra ver quem é que ainda se importava com isto. Chame-o de uma massagem no ego, porque foi isso mesmo. No mais, quando uma pessoa que quase nunca causa, como eu, faz uma dessas inesperadamente, todo mundo acredita. Tem lá sua semelhança ao uso da frase "eu te amo": diga-a sempre e ela perde seu poder devido à rotina; mas diga-a quando importa e a pessoa amada vai realmente prestar atenção. Escrevi um pouco sobre isso aqui.
A data sempre passava em branco e eu não fazia nada, sisudo que era. Daí fiquei pensando nessa semana no que eu poderia fazer e esta foi a única coisa que achei que fosse gerar alguma reação dos que conheço. E que reação! Fiquei surpreso com algumas pessoas que me escreveram: Jolina e suas juras de morte quando eu achei que ela sequer se importasse, Alex e a sugestão que levarei em conta, Lala's e o depoimento emocionado... Nana, pelo pouco que escreveu, suponho já desconfiasse. Lee ficou na dúvida e se deixou levar pela esperança: fez bem. De todas formas, muito obrigado, gente! Desculpem pela brincadeira, mas vocês me fizeram muito feliz com isso.
Enfim, volto a afirmar: foi tudo mentira. O Edgewalker Lion continua em seu rumo normal, se é que tem rumo. Só por favor não me apedrejem....
sexta-feira, abril 01, 2005
Third time`s a charm
Mais uma pessoa contrariada descobriu o meu blog. Ela me pediu que não a identificasse por aqui. Só posso dizer que passamos a noite de ontem em mais uma daquela intermináveis brigas ao telefone. E na casa da minha avó, pra complicar ainda mais as coisas. Parece-me que, não importa o quanto eu tente minimizar os estragos que esta coisa faz, sempre vai haver algum intolerante que não consegue ouvir uma opinião verdadeira.
Pensando nisso e no estado em que o blog se encontrava, resolvi tirá-lo do ar por tempo indefinido. Quem sabe para sempre. Largar o vício mesmo. Vou voltar à prática de escrever pra mim mesmo, em arquivos de computador que ninguém vai ler. Assim posso ter a liberdade de escrever o que quiser, a opinião que bem entender.
Queria agradecer a vocês que me acompanharam até aqui, pela paciência, os comentários e pelo encorajamento, mesmo que não tenha sido o suficiente. Estou escrevendo um "Surreal Revelation" final que vai ser postado aqui amanhã, pra fechar o blog com algo que todo mundo gosta.
Abraços, e nos vemos por aí, em algum lugar com menos opiniões e pessoas intolerantes.
=========================
Another outraged person has found out about the blog. She asked me not to identify her around here. All I can say is we spent most of last night on one of those endless arguments over the phone. And while I was at my grandmother`s house, no less! Seems to me that, no matter how much I try to minimize the damage this thing does, there will always be those intolerant enough to hear a real opinion.
It was thinking about this and about the blog's current state, that I decided to finally shut it down indefinitely. Maybe forever. To get over the vice. I`ll go back to writting for myself, in computer files no one will read. That way Ill have the freedom to write whatever I want and state any opinion I desire.
I`d like to thank you all who stood by me this far, for your patience, the comments and the encouragement, even if it wasn`t enough to keep me going. I`m writting one last "Surreal Revelation" to be posted here tomorrow, so as to shut down the blog with something everyone will like.
Farewell, and I`ll see you around, in some place where there are less diverging opinions and intolerant people.
Pensando nisso e no estado em que o blog se encontrava, resolvi tirá-lo do ar por tempo indefinido. Quem sabe para sempre. Largar o vício mesmo. Vou voltar à prática de escrever pra mim mesmo, em arquivos de computador que ninguém vai ler. Assim posso ter a liberdade de escrever o que quiser, a opinião que bem entender.
Queria agradecer a vocês que me acompanharam até aqui, pela paciência, os comentários e pelo encorajamento, mesmo que não tenha sido o suficiente. Estou escrevendo um "Surreal Revelation" final que vai ser postado aqui amanhã, pra fechar o blog com algo que todo mundo gosta.
Abraços, e nos vemos por aí, em algum lugar com menos opiniões e pessoas intolerantes.
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Another outraged person has found out about the blog. She asked me not to identify her around here. All I can say is we spent most of last night on one of those endless arguments over the phone. And while I was at my grandmother`s house, no less! Seems to me that, no matter how much I try to minimize the damage this thing does, there will always be those intolerant enough to hear a real opinion.
It was thinking about this and about the blog's current state, that I decided to finally shut it down indefinitely. Maybe forever. To get over the vice. I`ll go back to writting for myself, in computer files no one will read. That way Ill have the freedom to write whatever I want and state any opinion I desire.
I`d like to thank you all who stood by me this far, for your patience, the comments and the encouragement, even if it wasn`t enough to keep me going. I`m writting one last "Surreal Revelation" to be posted here tomorrow, so as to shut down the blog with something everyone will like.
Farewell, and I`ll see you around, in some place where there are less diverging opinions and intolerant people.
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