Uma das dificuldades que estou penando para superar e a readaptação social.
Eu passei um ano no qual muita gente se sentiria deprimida por estar sozinha. Mas eu me senti bem. Chega a ser até feio admitir, mas eu me senti bem. Tinha uma liberdade gostosa nessa vida que eu levava lá, de poder mudar de idéia, definir o programa do final de semana na sexta à noite e mudar no sábado de manhã. De experimentar aquelas baladas estranhas e o underground londrino sozinho, sem ter que inventar desculpa pra ninguém ou criar coragem pra vestir algo diferente. A verdade é que havia uma falta de intimidade. Eu não era de fato íntimo de ninguém lá, e aproveitava a liberdade do anonimato e da privacidade.
Mas claro, faltava alguma coisa. Sempre falta. Aquela conversa gostosa no restaurante; os programinhas a dois, três, dez amigos muito próximos; o fim de ano com pessoas que realmente significam algo; a piada interna; a sensação de muita água que já rolou debaixo da ponte.
Agora que eu voltei, estou aproveitando a compania das pessoas de novo. Matando saudades, revendo amigos. Vou admitir, você começa conversas com londrinos muito mais facilmente do que com paulistas. Em qualquer ponto de ônibus, boteco ou evento eles puxam conversa e ninguém olha desconfiado. Em compensação, eles dificilmente vão deixar você ter mais intimidade do que o papo circunstancial do que está rolando naquela situação. Pouquíssimos abrem sua vida pessoal. E estou voltando a saborear o gosto desse tipo de convivência, que eu nem tinha percebido me fazer tanta falta quanto de fato fazia. No entanto, tem certas regras de etiqueta ou simples bom senso para as quais eu devo confessar que perdi o jeito. Vou arriscar desfilar alguns dos meus deslizes.
Fui assistir a uma peça de teatro com a minha Lexy e depois, acostumado ao que eu fazia nas noites de cinema em Brixton, voltei pra casa. Assim, sem jantar a dois nem nada depois. Completa falta de bom senso e gentileza. Claro que não fui poupado de um bom puxão de orelha.
Convidei alguns bons amigos para irem à fazenda no fim de semana, e só não esqueci de levar em consideração a comida porque minha menina perguntou. Estivera acostumado novamente a me virar sozinho e a não me importar com as sessões culinárias na madrugada, aprimorando receitas com o que eu tivesse ainda na geladeira. E ainda por cima fui avançando na receita que escolhi cozinhar para meus convidados sem levar em conta as restrições alimentares deles. Olhando para o meu próprio umbigo de novo.
E claro, esqueci do quão complicadas são as agendas em São Paulo. Onde todo mundo sempre tem uma "festa de aniversário da samambaia da tia-avó do namorado em São Luiz do Passaquatro do Sul" pra ir no fim de semana. Assim que, quando dei notícia por Facebook para que todos viesse em casa uns poucos quatro ou cinco dias antes, apenas um punhado de amigos fiéis apareceram. Vários nem perceberam o evento no Facebook. Não importava que eu estava fazendo 30 anos e que voltava de Londres depois de ter passado um ano fora. As agendas já estavam preenchidas. Pensando bem, eu nunca soube organizar essas coisas direito. Mas sabia ao menos que festa que se preze por aqui tem que ter aviso com várias semanas de antecedência e manobras diplomáticas para garantir presenças. E não só eu estava voltando de Londres muito em cima da hora, como ainda estava acostumado ao modo displicente com o qual estas coisas eram organizadas por lá. Bastava um aviso no mural do Face dois dias antes para que vários dos meus colegas de curso aparecessem no pub para a minha despedida de Londres. Era uma turma mais focada e, mesmo depois do curso acabar, ainda prestávamos muita atenção uns nos outros pelas mídias sociais.
Eu ainda levo um tempo até recobrar um pouco do (parco) bom senso que eu tinha. Por favor tolerem o meu choque cultural às avessas...
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
segunda-feira, novembro 28, 2011
quinta-feira, novembro 17, 2011
3.0
Uma vez me explicaram (e corrijam-me se eu estiver falando besteira) que quando um aparelho ou software é lançado em versão atualizada, esses números têm significados específicos. Grandes mudanças na estrutura básica da coisa aumentam o primeiro número, mudanças menores de software e correções de bugs aumentam os números subsequentes. Ou seja, a mudança de um programa 2.5 para 2.6 pode nem ser percebida pelo usuário, mas entre um 2.5 para um 3.0 a mudança já é mais radical.
Neste ano, passei o dia do meu aniversário sem muito alarde. Almoço com a família que ainda estava matando as saudades depois da minha volta de Londres. Não senti aquela ansiedade por "fazer o dia valer", fazer algo memorável. O mais surpreendente é que eu sempre fui muito dado a me importar com números importantes, como mudanças na casa decimal das dezenas. E no entanto, não estava me importando tanto com a minha chegada aos 30. Na verdade, parte de mim se consolava pelo fato de que eu tinha acabado de chegar de um ano no exterior e realmente não tivera tempo para me importar ou preparar qualquer coisa. Outra parte estava fazendo o balanço da minha vida até então e estava satisfeita com as conclusões, não se importanto com a ausência de festas faraônicas para comemorar. E ainda uma terceira parte me lembrava que raríssimas vezes eu vi alguém comemorar essas coisas de formas de fato memoráveis e os que tentavam acabavam sendo apenas memoravelmente deprimentes.
Obviamente, o mais importante nesse balanço de 30 anos era a decada que eu estava encerrando.
A infância, passara-a na fantasia de querer ser adulto, enquanto estava afogado na dor e na delícia de viver na Colômbia. Na confusão, no ser estrangeiro, na vizinhança que lembrava os suburbios dos filmes americanos, numa realidade que ouvia as notícias do narcotráfico como se fossem lendas urbanas, pois que eu nunca vi nesses anos todos um grama de droga ou uma cena de violência.
A adolescência fora um trauma, da volta para meu país até as descobertas sexuais e os relacionamentos que eu julgava complexos. E principalmente na difícil decisão entre teatro, literatura e artes plásticas.
Mas os vinte... Ah, os vinte anos! Passados na vã busca do sucesso de carreira como artista plástico. Dos primeiros anos nas duas faculdades, o tempo desperdiçado na publicidade... Eu confesso que até renunciar a publicidade aos 27, eu achava que estava perdido além das esperanças. Até desisti de comparecer à festa de 10 anos de formados do meu colégio, com vergonha de me apresentar como aquele tremendo fracasso frente à minha antiga turma e seus sucessos. Mas esses últimos anos foram uma tremenda volta por cima. A admissão do amor pelos idiomas, as viagens, o encontrar um outro modo de vida (o meu modo de vida), o lidar com os traumas da adolescência e sexualidade e finalmente as primeiras recompensas profissionais e pessoais.
Claro que este último ano em Londres, para o qual eu estava me preparando desde os 27, tem muito a ver com essa mudança. Eu comentara antes de viajar, que ele seria decisivo. Como a expressão inglesa diz, ele iria make me or break me [me fazer ou me destruir].
Pessoalmente, o ano fez mais do que destruiu. Me deu uma nova compreensão de mim que curou diversos dos meus traumas, me mostrou como viver comigo mesmo, meus gostos, peculiaridades e ideologias.
Profissionalmente, ele destruiu mais do que fez. Destruiu meus contraproducentes delírios de grandeza, parte do meu enorme ego, a crença em um gênio artístico que amigos aplaudíam e profissionais ignoravam. Ele me fez mais humilde. Eu não consegui a carreira artística em Londres, apesar de ter tantos outros sucessos na instituição onde estudei (o catálogo, a indicação para o GAM, o reconhecimento e respeito de colegas e professores, a gratidão dos alunos novos aos quais ajudei). E hoje entendo, jamais conseguirei a tal carreira em São Paulo. Mas essa nova convicção não é triste como soa. É libertadora. Agora eu me permito ir em frente e construir a minha vida, ganhar dinheiro, sair da casa dos pais, eventualmente casar e ter filhos. Em vez de ficar penando para bajular quem jamais se interessou pelo que eu faço. Soa como se eu deixasse de ser artista, mas isso eu sei ser impossível. Eu continuo fazendo minhas coisas, desenhando minhas persoangens (tem um novo surgindo no novo caderno...), botando o atelier para funcionar. Quando Joseph Beuys plantou aquela última árvore e se disse "fora da arte", ele não queria dizer que não ia mais "ser artista". Imagino que, como eu, queria dizer que estava desistindo de bajular galeristas e curadores, da ansiedade de estar "por dentro das tendências", do esforço não-natural de se interessar pelo que não o interessava, das aparências. Mas aposto que continuou fazendo suas pequenas tolicezinhas em casa.
E essa é a principal mudança na minha nova versão 3.0. Uma mudança radical de foco. Estou ainda engajado em últimos esforços, últimos salões de arte, mas pretendo também me colocar "fora da arte". E perseguir o caminho dos idiomas, talvez da literatura, de rumos que atualmente me dão e sempre me deram muito mais retornos positivos (financeiros e pessoais) do que as artes visuais. Não é uma mudança fácil. Nem rápida. Mas vai acontecer ao longo dessa próxima década.
Pra terminar este post em um tom mais agradável, preciso contar que todo o conhecimento sobre artes visuais e os estudos que fiz aos vinte anos não serão jogados fora assim, de uma hora pra outra. Se eles não me renderam a tão sonhada carreira como artista plástico, eles ao menos acabaram de me render uma outra.
Adivinha quem vai ser o novo professor de educação artística do meu antigo Colégio Bandeirantes...
Neste ano, passei o dia do meu aniversário sem muito alarde. Almoço com a família que ainda estava matando as saudades depois da minha volta de Londres. Não senti aquela ansiedade por "fazer o dia valer", fazer algo memorável. O mais surpreendente é que eu sempre fui muito dado a me importar com números importantes, como mudanças na casa decimal das dezenas. E no entanto, não estava me importando tanto com a minha chegada aos 30. Na verdade, parte de mim se consolava pelo fato de que eu tinha acabado de chegar de um ano no exterior e realmente não tivera tempo para me importar ou preparar qualquer coisa. Outra parte estava fazendo o balanço da minha vida até então e estava satisfeita com as conclusões, não se importanto com a ausência de festas faraônicas para comemorar. E ainda uma terceira parte me lembrava que raríssimas vezes eu vi alguém comemorar essas coisas de formas de fato memoráveis e os que tentavam acabavam sendo apenas memoravelmente deprimentes.
Obviamente, o mais importante nesse balanço de 30 anos era a decada que eu estava encerrando.
A infância, passara-a na fantasia de querer ser adulto, enquanto estava afogado na dor e na delícia de viver na Colômbia. Na confusão, no ser estrangeiro, na vizinhança que lembrava os suburbios dos filmes americanos, numa realidade que ouvia as notícias do narcotráfico como se fossem lendas urbanas, pois que eu nunca vi nesses anos todos um grama de droga ou uma cena de violência.
A adolescência fora um trauma, da volta para meu país até as descobertas sexuais e os relacionamentos que eu julgava complexos. E principalmente na difícil decisão entre teatro, literatura e artes plásticas.
Mas os vinte... Ah, os vinte anos! Passados na vã busca do sucesso de carreira como artista plástico. Dos primeiros anos nas duas faculdades, o tempo desperdiçado na publicidade... Eu confesso que até renunciar a publicidade aos 27, eu achava que estava perdido além das esperanças. Até desisti de comparecer à festa de 10 anos de formados do meu colégio, com vergonha de me apresentar como aquele tremendo fracasso frente à minha antiga turma e seus sucessos. Mas esses últimos anos foram uma tremenda volta por cima. A admissão do amor pelos idiomas, as viagens, o encontrar um outro modo de vida (o meu modo de vida), o lidar com os traumas da adolescência e sexualidade e finalmente as primeiras recompensas profissionais e pessoais.
Claro que este último ano em Londres, para o qual eu estava me preparando desde os 27, tem muito a ver com essa mudança. Eu comentara antes de viajar, que ele seria decisivo. Como a expressão inglesa diz, ele iria make me or break me [me fazer ou me destruir].
Pessoalmente, o ano fez mais do que destruiu. Me deu uma nova compreensão de mim que curou diversos dos meus traumas, me mostrou como viver comigo mesmo, meus gostos, peculiaridades e ideologias.
Profissionalmente, ele destruiu mais do que fez. Destruiu meus contraproducentes delírios de grandeza, parte do meu enorme ego, a crença em um gênio artístico que amigos aplaudíam e profissionais ignoravam. Ele me fez mais humilde. Eu não consegui a carreira artística em Londres, apesar de ter tantos outros sucessos na instituição onde estudei (o catálogo, a indicação para o GAM, o reconhecimento e respeito de colegas e professores, a gratidão dos alunos novos aos quais ajudei). E hoje entendo, jamais conseguirei a tal carreira em São Paulo. Mas essa nova convicção não é triste como soa. É libertadora. Agora eu me permito ir em frente e construir a minha vida, ganhar dinheiro, sair da casa dos pais, eventualmente casar e ter filhos. Em vez de ficar penando para bajular quem jamais se interessou pelo que eu faço. Soa como se eu deixasse de ser artista, mas isso eu sei ser impossível. Eu continuo fazendo minhas coisas, desenhando minhas persoangens (tem um novo surgindo no novo caderno...), botando o atelier para funcionar. Quando Joseph Beuys plantou aquela última árvore e se disse "fora da arte", ele não queria dizer que não ia mais "ser artista". Imagino que, como eu, queria dizer que estava desistindo de bajular galeristas e curadores, da ansiedade de estar "por dentro das tendências", do esforço não-natural de se interessar pelo que não o interessava, das aparências. Mas aposto que continuou fazendo suas pequenas tolicezinhas em casa.
E essa é a principal mudança na minha nova versão 3.0. Uma mudança radical de foco. Estou ainda engajado em últimos esforços, últimos salões de arte, mas pretendo também me colocar "fora da arte". E perseguir o caminho dos idiomas, talvez da literatura, de rumos que atualmente me dão e sempre me deram muito mais retornos positivos (financeiros e pessoais) do que as artes visuais. Não é uma mudança fácil. Nem rápida. Mas vai acontecer ao longo dessa próxima década.
Pra terminar este post em um tom mais agradável, preciso contar que todo o conhecimento sobre artes visuais e os estudos que fiz aos vinte anos não serão jogados fora assim, de uma hora pra outra. Se eles não me renderam a tão sonhada carreira como artista plástico, eles ao menos acabaram de me render uma outra.
Adivinha quem vai ser o novo professor de educação artística do meu antigo Colégio Bandeirantes...
sexta-feira, novembro 04, 2011
Touchdown
Meu coração já encolheu um pouquinho quando percebi ainda no aeroporto as pessoas falando em português. Não era tanto o português em si que me incomodava, mas o jeito das pessoas falarem e o que elas falavam. Como todas queriam chegar lá antes dos outros pra embarcarem primeiro, arranjarem mais espaço, mais privilégios, mais, mais mais. E depois de desrespeitarem a organização do embarque, reclamavam quando nada mais fazia sentido. Não sei dar mais detalhes, mas já percebi o quanto eu me acostumara à mentalidade da Europa e o quanto algumas coisas da América iam me incomodar por tempo indefinido. Mais ainda, percebi o quanto isso soava pretensioso e o quanto eu teria que ficar de boca calada em relação ao meu desconforto para não parecer pedante. Era basicamente o mesmo raciocínio que me chamava de exibido por eu ter um bom nível de inglês e entender as piadas nos filmes legendados. Eu não tenho como escrever sobre isso sem fazer parecer uma falha de caráter horrível, mas de fato são coisas que só entende quem viveu fora por um tempo.
De volta ao meu país na América, me surpreendi com a falta de algumas percepções da primeira viagem. Talvez por ter andado em bairros mais sujos de Londres, talvez por ter passado uns dias em Milão, mas não percebi aquela sujeira que tinha percebido na primeira vez. O trânsito, esse sim, continuava tão ou mais insuportável do que antes.
No caminho para casa ("casa?") no carro de minha mãe, conversamos sobre essa cidade nova na qual eu estava entrando. Era uma cidade que estava percebendo que colocar mil carros na rua por dia estava asfixiando-a. Principalmente quando cada carro carregava uma única pessoa. Ciclovias estavam começando a aparecer, ainda que fossem mais um meio de lazer do que transporte cotidiano. Se as empresas se conscientizassem de que se trata de um país tropical e uma cidade de altos e baixos, onde pegar bicicleta mesmo que por três quarteirões é motivo para suor torrencial; se elas disponibilizassem vestiários para duchas rápidas ou outra solução plausível, talvez o trânsito na cidade diminuísse e a saúde das pessoas melhorasse. Não era só isso. Mamãe dizia que a cidade finalmente percebera o óbvio: que uma cidade grande como Londres com quatro linhas de metrô era uma coisa vergonhosa, e obras para novas linhas já tinham começado. Se o problema de transporte na cidade melhorasse, eu talvez não enlouqueceria tanto assim com este lugar.
As outras considerações dariam posts inteiros que eu ainda preciso escrever (assim que conseguir lidar com os atrasos homéricos de coisas que eu queria postar aqui...). Minhas percepções sobre a política de Londres, por exemplo, que poucos meses depois dos tumultos, tinha começado a discutir o que fazer sobre a qualidade de vida e as perspectivas de futuro dos arruaceiros responsáveis que os levaram a propagar os tumultos, em vez de apenas aumentar a repressão policial como em recentes acontecimentos por aqui.
E isso que eu ainda nem toquei em toda a questão de sexualidade que eu andei estudando por lá.
Respire.
Keep calm and carry on.
De volta ao meu país na América, me surpreendi com a falta de algumas percepções da primeira viagem. Talvez por ter andado em bairros mais sujos de Londres, talvez por ter passado uns dias em Milão, mas não percebi aquela sujeira que tinha percebido na primeira vez. O trânsito, esse sim, continuava tão ou mais insuportável do que antes.
No caminho para casa ("casa?") no carro de minha mãe, conversamos sobre essa cidade nova na qual eu estava entrando. Era uma cidade que estava percebendo que colocar mil carros na rua por dia estava asfixiando-a. Principalmente quando cada carro carregava uma única pessoa. Ciclovias estavam começando a aparecer, ainda que fossem mais um meio de lazer do que transporte cotidiano. Se as empresas se conscientizassem de que se trata de um país tropical e uma cidade de altos e baixos, onde pegar bicicleta mesmo que por três quarteirões é motivo para suor torrencial; se elas disponibilizassem vestiários para duchas rápidas ou outra solução plausível, talvez o trânsito na cidade diminuísse e a saúde das pessoas melhorasse. Não era só isso. Mamãe dizia que a cidade finalmente percebera o óbvio: que uma cidade grande como Londres com quatro linhas de metrô era uma coisa vergonhosa, e obras para novas linhas já tinham começado. Se o problema de transporte na cidade melhorasse, eu talvez não enlouqueceria tanto assim com este lugar.
As outras considerações dariam posts inteiros que eu ainda preciso escrever (assim que conseguir lidar com os atrasos homéricos de coisas que eu queria postar aqui...). Minhas percepções sobre a política de Londres, por exemplo, que poucos meses depois dos tumultos, tinha começado a discutir o que fazer sobre a qualidade de vida e as perspectivas de futuro dos arruaceiros responsáveis que os levaram a propagar os tumultos, em vez de apenas aumentar a repressão policial como em recentes acontecimentos por aqui.
E isso que eu ainda nem toquei em toda a questão de sexualidade que eu andei estudando por lá.
Respire.
Keep calm and carry on.
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