sábado, janeiro 21, 2006

Bota-fora atualizado 2

E mais modificações. Vamos nessa, galera. Últimos dias meus no Brasil por um bom tempo.
(COUNTDOWN: T - 4 days):

SÁBADO (21/01) - O'Malley's
Onde? Alameda Itú 1529. É no fim da Itú, no último quarteirão antes da Rebouças. O ideal é vir pela Rebouças mesmo.
Horário? A partir das 22:00 até a última pessoa cair fora.
Quanto?
Elas - R$10,00
Eles - R$15,00
Preços de entrada.
A saber: Há mesas de bilhar lá dentro. Estaremos jogando com certeza.

SEGUNDA(23/01) - Alice revisited
Onde? Reserva Cultural. Sim, na exposição mesmo, pra quem não foi ou quer ver de novo. Ou pra quem quer um programinha light. Fica na Paulista 900, embaixo do prédio da Gazeta. É só perguntar pelo cinema, todo mundo lá sabe.
Horário? A definir...
Quanto? Paga-se o que se consome. Estou vendo com eles pra fazer algum esquema com os comes e bebes, tentar arranjar algumas coisas de graça. Veremos.
A saber: As aquarelas de Alice estão à venda por preços negociáveis. Para quem quiser, o Reserva Cultural está exibindo o filme 2046. Taís recomendou. Talvez eu chegue antes para assistir.

Mais atualizações com a evolução dos eventos...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

domingo, janeiro 15, 2006

Outros amigos de Alice

Para quem se interessar, há tempos guardo um jornal com um link interessante, esperando vencer a preguiça para postá-lo aqui. Achei que este seria o momento certo.

O site de Lauren Harman tem um compêndio de outros ilustradores que já se aventuraram a desenhar a garotinha de imaginação fértil. São diversos tipos de traço, vestido rosa, amarelo, preto e branco... Tem de tudo para todos os gostos sobre Alice. Enjoy!

sábado, janeiro 14, 2006

Guia para Alice

Uma saudação às pessoas que chegaram a este blog pelos links que deixei na exposição do Reserva Cultural. Preparei aqui para vocês alguns links para momentos deste blog e referências de outros lugares que criaram Alice. Espero que se divirtam!

As primeiras experiências com Alice eram mais desenhos de paisagens surreais do que centrados na personagem.
([1] [2])

Um dia, vendo vídeos do Cirque du Soleil, lembrei-me de onde havia tirado a figura dessa garotinha.

Então, inspirado na estrutura de um desenho por dia (chamada de "a gag a day") do Bunny, uma das webcomics que eu acessava na época, resolvi fazer da Alice uma coisa periódica no blog. O objetivo: um desenho por semana, baseado nos fatos recentes narrados no blog.
Abaixo, organizei todas as Alices publicadas no blog até agora, com algumas pistas para os significados. Divirtam-se. E lembrem que estes desenhos não são os mesmos da exposição: são mais simplificados, às vezes coloridos no computador. O objetivo aqui era rapidez e frequência, não detalhismo e qualidade.

Alice 1: Genesis
Alice 2: G8 Circus Clown. Just a noisy diversion
Alice 3: Ataram-lhe à cintura o Balão dos Relacionamentos Complexos (pistas para este estão espalhadas pelo blog todo... Impossíveis de serem reunidas)
Alice 4: Alice thought the cementpeckers were lovely creatures (pista: [1])
Alice 5: Before she left, Alice said good-bye to Hermes, the Whale in the Sky (pista: [1][2])
Alice 6: Alice had stumbled upon the Circus on the Edge (pista: havia voltado a fazer circo com a Taís)
Alice 7: Believe it or not, Alice wanted to let go from the Edge (pista: depende da sua interpretação do Abismo.)
Alice 8: Alice was having a hard time trying to focus on things (pista: [1]).
Alice 9: No amount of clapping would bring her back this time (pista: [1])
Alice 10: "Unlike me, these bonds do not define who you are, Alice" (pista: [1])
Alice 11: Through Zoe's eyes, Alice finally knew the real Abyss... and how close she was to it.
Alice 12: The Roach and the Fish showed Alice that the real Edge was actually many miles away
Alice 13: Alice now had the Journeybook, a very powerful item. (pista: [1])
Alice 14: The really peculiar thing was that Alice couldn't remember where she lost it. (pista: [1]).

There is a light that never goes out.

A abertura da exposição ontem dificilmente poderia ter sido melhor.
Tanta gente apareceu. Tanta gente querida, as musas mais importantes, até mesmo minhas primas (aquela parte da família que insiste em me ignorar...). Em raras vezes me senti tão querido e, como alguém comentou, talvez isso tenha apagado as mágoas do meu aniversário fracassado.
Meu irmão tocou por umas duas horas, mais ou menos. E então, pra fechar a noite, meu pai assumiu. Amigos ficaram surpresos.

Sinto que as pessoas tiveram uma apreciação diferente dos meus retratos. Porque muita gente já tinha visto grande parte da série no meu trabalho de graduação. Mas desta vez, estavam procurando-me pra comentar, pra dizer que preferiram este ou aquele, pra perguntar como eu tinha feito ou que material eu usei. Curioso que muitos adoraram o enorme retrato de minha mãe: é o mais simples, apenas óleo sobre tela e em P/B, sem cores. Me falavam de algo na expressão dela. Meus caros, isso é mérito da modelo, não do pintor. Havia também um retrato novo, da Thais Albuquerque, minha colega de ateliê. Era feito em uma chapa de ferro e posteriormente enferrujado. Muita gente adorou, mas acho que poucos perceberam que é uma quadro impraticável: como pregar isso na parede da sala sem manchar a parede de ferrugem?
Fiz um quadro especial para o Reserva Cultural, com o logotipo deles, e que vai ficar para um mini acervo deles. Tinta acrílica sobre chapas de acrílico: estou adorando essa técnica e acho que vou fazer muita coisa com isso ainda. No quadro, minha Alice andava pelo deserto do seu mundinho à beira do Abismo e as fitas de seu vestido voavam entre as letras do logotipo.
Aliás, Alice foi a grande atração da noite. Pessoas vieram perguntar preços, falar-me das preferidas, perguntar significados. Sentia mesmo que algumas pessoas mergulhavam naquele mundo árido à bera do Abismo. Esta e esta fizeram bastante sucesso, em suas versões de aquarela. Minha avó quer ficar com a do palhaço do Circo G8. Havia ainda umas duas ou três novas, baseadas nos primeiros desenhos que fiz de Alice ([1] [2]).
Porém sinto que o mais importante foi que, depois de todo esse trabalho que tive nessas três semanas, redesenhando Alice para as aquarelas, fazendo a comunicação visual da exposição, pintando um quadro novo em um dia, chamando todo mundo... sinto que renasci. Porque há dois anos eu estava morto ou pelo menos moribundo como artista. Nada surgia, nada acontecia. Eu não trazia nada novo ao mundo. Nem mesmo os retratos eu pintava mais desde que saí da faculdade e fiz o último, de Thaís. E de repente consigo ressurgir com algo que, ao menos entre meus amigos e familiares, entre as pessoas que são realmente importantes, faz tanto sucesso como a minha Alice. Que aliás, é bem diferente das divagações sobre técnica dos meus trabalhos anteriores. Mais simples, mais poesia.
Estou exausto. Não tenho sequer forças para ficar ansioso com a viagem ( COUNTDOWN: T - 11 days ). Exausto, porém delirantemente feliz.

Um muito obrigado a todos vocês que foram. Vocês me ressucitaram.

quinta-feira, janeiro 12, 2006

Pra vocês que ainda não souberam e estão reclamando

Sim, estou sem celular até a viagem. Aliás, pensando bem, provavelmente até Agosto mesmo.
Meu celular caiu no chão, quebrou, e agora fiquei sem. Comprar um celular semanas antes da viagem é inviável, uma estupidez financeira. Então teremos que fazer as coisas à moda antiga, por telefone fixo mesmo. Pessoas, eu tenho uma casa e nela tem dois números de telefone. Virem-se. É certo que eu não estou nela 100% do tempo, mas recentemente tenho ficado enfurnado em casa pelo menos uns 80%, devido à exposição.

Continuo checando minha caixa postal periodicamente, então deixem mensagem.

Eu já falei o quanto eu detesto coisinhas eletrônicas que me deixam na mão justo nas horas de aperto?

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Ao final dos meus 23 eu...

• ...tinha completado uma faculdade e estava terminando a segunda. Ainda não tinha idéia do que fazer com a minha vida.
• ...falava fluentemente além de minha língua materna, o inglês e um espanhol com vocabulário médio de uma criança de 12 anos. Esforçava-me para aprender o italiano e sonhava aprender japonês.
• ...dominava os principais softwares de imagem da época (Photoshop, Illustrator e InDesign) e me interessava por softwares de imagem 3D.
• ...trabalhara por um ano em uma agência de publicidade, mas não gostei muito. Queria trabalhar com video-games ou animação.
• ...cogitava fazer teatro.

• ...tinha boa capacidade pra desenhar figura humana, mas era medíocre com cenários.
• ...já pintava em acrílica, óleo, aquarela e guache.
• ...fotografava com relativa habilidade.
• ...gostava de modelagem, mas não tinha habilidade nem onde praticar
• ...tivera pouquíssimas experiências com escultura e não gostei de quase nada que fiz.
• ...adorava gravar e editar vídeos, mas os meus roteiros eram uma merda.
• ...fazia boas gravuras em metal, mas não tinha acesso a equipamentos.
• ...tinha idéias para camisetas.
• ...queria fazer arte digital mas não tinha muitas idéias.

• ...mergulhava quase todas as férias. Quanto mais fundo melhor.
• ...fazia o possível pra passar a maior parte do tempo debaixo d'água no verão. Dias sem piscina/mar/lagoa/banheira/etc eram dias desperdiçados.
• ...sabia andar a cavalo, mas apenas o básico. E gostava de cavalos mais arredios.
• ...fazia diversas coisas de ginástica de solo, culminando com o salto mortal para trás. Sonhava em fazer o duplo para trás.
• ...fazia um pouco de tecido circense e adorava. Tinha planos de ter um em casa se eu chegasse a ter uma casa com um teto alto.
• ...adorava cama-elástica, mas só fazia mortal para frente e para trás e algumas besteirinhas.
• ...tinha perdido boa parte da minha habilidade no volley por falta de treino.
• ...tinha o hábito de jogar bumerangue no Ibirapuera aos sábados pela manhã.
• ...era interessado em arvorismo, rapel e parkour.

• ...era versado na linguagem corporal de cães e tentava ainda me fazer entender pelos gatos. Pássaros e peixes eram um completo mistério...
• ...adorava caminhar na chuva e a sensação de umidade que ficava nas roupas depois.
• ...usava raiva como força motora (Ódio Diesel).
• ...amava o escuro.
• ...praticava stalking com relativa frequência.
• ...passava ao menos duas horas por dia na internet.
• ...tinha blog, fotolog e Orkut interligados.
• ...mantinha meu vício por jogos eletrônicos sob controle evitando de ter jogos em casa.

• ...me sentia muito sozinho e desconfiava da minha capacidade de sociabilização.
• ...achava ter superado momentaneamente as crises de ansiedade e ficado apenas com o medo delas.
• ...sabia que a minha capacidade de manter o foco em um projeto específico beirava a nulidade.
• ...gostava de relacionamentos complexos com gente interessante, perturbada, instigante. O lado cáustico do amor me fascinava.
• ...sabotava meus relacionamentos.

Para a posteridade...
COUNTDOWN: T - 16 days

Tenho pensado muito e quase enlouquecido a respeito de tudo que vou deixar de lado indo nesta viagem. Posso até ouvir Nana rindo a respeito disso e dizendo que é por isso que não vai viajar. Penso na possibilidade de conseguir um emprego em uma dessas empresas que fazem jogos para celulares ou até mesmo em um estúdio de animação, como aquele em que Taís trabalhou. Me pergunto se essas chances ainda vão estar aqui quando eu voltar. Ou até como estará a Taís quando eu voltar. Meu Deus, como tudo anda depressa.

Sei, no entanto, que esse tipo de mentalidade pode estragar a viagem toda pra mim. Estarei pensando nessas coisas em vez de aproveitar a novidade. Tenho que passar pelo portão de embarque como se fosse uma outra pessoa, sem vida pregressa. E, como diz aquela máxima cafona que eu detesto: "o que tiver que ser meu, será". Ou seja, daqui deste país, o que tiver que ser meu esperará minha volta. Só queria poder acreditar nisso...

sábado, janeiro 07, 2006

Alice 14



The really peculiar thing was that Alice couldn't remember where she lost it
O que era realmente peculiar era que Alice não conseguia se lembrar de onde o perdera
Tô com o coração pequeniníssimo. Minúsculo mesmo. E como dói...

Vou colocar hoje, mais tarde, uma Alice inédita, que eu estava guardando pra ser uma das novidades da exposição. Mas acho que, se eu não colocar agora, o momento vai passar e não vai fazer sentido depois.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

Avisando com antecedência...

Eis aqui as formalidades:

Vai ter exposição minha no espaço Reserva Cultural, aquele cinema que tem embaixo do prédio da Gazeta, na Avenida Paulista.
A vernissage será no dia 13 (sexta-feira... quem sabe eu tenho sorte), a partir das 20:30.

Estarão se apresentando no local o meu irmão, com a banda Sexteto Fim de Tarde (jazz e MPB), e provavelmente meu pai também, dando uma palhinha no violão.

A entrada é franca e as obras são comercializáveis.

That is all...

quarta-feira, janeiro 04, 2006

Random Literature

She had once been a beautiful child. Clear green eyes, smooth golden hair and lips that, even at twelve, reminded men of felatio. However, the other girls in the bunch had their tricks and drew far more attention. Ostracized, she developed her own methods to be noticed, indulging in all the rebellious vices of the "cool kids". The passive beauty gave way to an agressive disgust. Her clear skin now bloated from all the alcohol, her fingers constantly fiddling a cigarette, her voice under the heavy effects of nicotine at the tender age of 22. All in all, I looked at the spots in the rosy skin of her rotund tigh and it clearly reminded me of the underbelly of the pigs my father grew at the farm. I remembered the day when I took her to see them. She found a big female in one of the dens and stressed it to the point where it started squealing loudly, in a deep, scratchy voice, almost like a big dog barking. Almost like her nicotine-corroded voice. And now I'd watch as she laid on the sand at the beach, a tight bikini exposing her pigskin, sqeualing loudly in a deep scratchy voice, insulting people she wasn't aware I knew because they did drugs, and then inhaling a breath of cigarette smoke with the utmost satisfaction. I could almost picture the wooden wall of the pig den rising out of the sand around her.

What goes around, comes around...
Pessoas, façam o favor e informem-se: escreve-se "basfond", lê-se "bafón" e "bafão" é apenas uma estupidez abrasileirada...

2005

- Passei o reveillon anterior no meio do mato e descobri uma paixão por exercícios alternativos
- Passei o resto do ano tentando fazer pequenas viagens atrás de arvorismo, rapel e etc, obtendo sucessos parciais.
- Passei a detestar o meu trabalho em agência.
- Passei a me apaixonar pela galerinha alternativa, os pseudo-gótico-punks, a Galeria do Rock, o Atari. Para o desespero da Taís, que teve que se conformar com o novo estilo.
- Voltei a me viciar em lan house por causa do Battlefield 2, mas só uso socialmente. Eu tenho controle sobre isso e posso parar quando eu quiser. Sabe como é...
- Comecei a sair com o Lala's para almoçar e finalmente senti que tinha feito alguma conexão com alguém daquela agência que me isolava mais a cada dia.
- Comecei a gostar do futebol de toda semana com a galera da agência. Por incrível que pareça. E sim, eu era goleiro porque eu não jogo merda nenhuma de futebol...
- Comecei a fazer circo! Adorei! Quando ficar velho caquético, com gota e osteoporose, vou poder dizer que aproveitei o potencial do meu corpo aos vinte anos.
- Conheci a galera do Literatura Corporal e tentei reavivar meu hábito de escrever. O hábito não deu muito certo, mas a galera...
- Conheci o Coven de Zion, que me proporcionou os melhores momentos do ano e gradualmente se tornou fã das minhas coisas. Viajamos, rimos muito, falamos muito das verdades da vida. Eles não sabem, mas têm uma capacidade criativa ainda maior e mais bela do que a minha, pela realidade em que vivem.
- Me senti um Morto que Come (post de 17/01/2005).
- Observei a certa distância a galera da Nana fazendo danças croatas. No processo, conheci danças japonesas pelas quais me apaixonei.
- Casualmente descobri o bumerangue: brincadeira legal.
- Terminei um curta-metragem que me tomou grande parte do primeiro semestre e que, apesar do resultado meia-boca, eu amei fazer. Talvez algum dia ainda trabalhe com isso, mesmo sabendo que meu talento para vídeo e quase nulo.
- Terminei de fazer um ano trabalhando na agência e fui demitido logo em seguida. Acusado de espionagem industrial... Às vezes o Q.I. ajuda, às vezes atrapalha.
- Terminei o meu site com ilustrações e tudo para caçar freelas e outro emprego, mas já sabia que isso não ia acontecer tão cedo.
- Terminei também o meu namoro de três anos, dias antes de completar três anos. Ainda não superei Tinkerbell...
- Porém superei outros amores passados...
- Terminado o namoro, vi todas as outras possibilidades evaporarem.
- Terminado o namoro, mergulhei de cara no universinho pseudo-gótico-punk paulista e percebi que, apesar deles terem um visual muito interessante e uma mente aberta pra muita coisa, falta muuuuuito conteúdo... Mas talvez eu tenha conhecido a facção errada dessa galera. Continuo procurando.
- Ainda assim, o mergulho valeu pra descobrir outro estilo de vida, de roupa, e de músicas! Prestei mais atenção em Cure, Smiths, Placebo, Pink Floyd, dentre outros.
- Continuei procurando lounge. Dark Lounge foi a descoberta do ano, ganhei um Buddha Lounge de natal e um curioso CD de lounge da Daslu, de uma amiga aristocrata de minha mãe.
- A viagem para a Itália finalmente começou a dar certo e tomar ares de que ia de fato acontecer. Passagem, passaporte, contatos... Mas só do meu lado: Piero, que iria comigo, deixou a viagem para algum futuro indefinido. Figures...
- Tive mais uma de incontáveis festas de aniversário frustradas. Mas pelo menos me diverti muito no karaokê e passei a aceitar um pouco mais esses meus gostos por essas coisas de nerd que todo mundo desdenha...
- Finalmente escrevi algo no meu perfil de Orkut.
- Comecei a receber vários elogios por causa do meu perfil de Orkut.
- Conheci a Gabe por causa do meu perfil de Orkut.
- Fui para Floripa atrás da Gabe e pra tentar esquecer Tinkerbell, mas fui tarde demais.
- Em Floripa, conheci muita gente linda que pretendo rever em outras viagens, e matei um pouco da vontade que tinha de viajar pelo país. Tinha que ser assim, sem planejamento, na vontade, se virando. O jeitinho brasileiro. O que ferrava minha vontade de viajar até então era gente que queria tudo planejado...
- Em Floripa, consegui afugentar um pouco meu medo das crises de ansiedade que eu acho que vou ter na Itália. E tem a ver com controle e importância. Sempre.
- De volta a Sampa, cheguei a dizer "cansei de ficar desempregado". Mas já era tarde e a viagem estava chegando.
- Voltei a frequentar o ateliê com alguma assiduidade, mesmo percebendo que aquelas meninas já estava a anos luz de mim em termos de evolução como artistas e que eu tinha ficado para trás por falta de foco.
- Descobri, com elas, o que eu gostaria de ler. Obviamente, nenhum de vocês conhece algum bom livro sobre o Gerhard Richter, né?
- Escrevendo isso, e relendo o balanço que fiz do ano anterior, percebi que cumpri várias das metas/possibilidades do ano de 2005. Fiquei feliz.

E para 2006



- Itália! Hell yeah! E passar um ano longe dos rótulos que eu me coloco por causa da minha formação, vivendo a vida como um estrangeiro mesmo, com todo o maravilhamento incluso...
- Vou tentar ser mais sociável, porque pecebi que eu sou sempre o cara misterioso interiorizado em seu mundinho. É um personagem cool mas realmente muito anti-social pra ser pela vida toda...
- Mais karaokê, convenções de anime e competições de lan house, que é o que eu gosto mesmo.
- Menos baladas fortes, sociedadezinha aristocrática e coisas que as pessoas dizem que é pra eu gostar pra ser cool.
- Voltar a fazer teatro!
- Continuar no circo e fazer mais esportes interessantes e alternativos porque meu corpo ainda aguenta.
- Viajar mais. Muito mais. E ficar em albergue, que é o que há!
- Conseguir um emprego. Definitivamente. Porque não aguento mais essa preocupação de estar desempregado.
- Sair da casa dos pais...


Volto a dizer como disse no ano passado: não são promessas, porque essas eu nunca cumpro mesmo. São possibilidades.

domingo, janeiro 01, 2006

Sobre o reveillon

Araruama era um pouco mais ao norte do que eu pensava, lá em algum lugar do Rio. Passei pela capital e não contive um pensamento furtivo sobre Lee. Sobre como ela gosta tanto dessa cidade que só consegue me deixar em estado de alerta.

A casa onde ficamos era à beira de uma lagoa. Tinha águas mornas e aqueles peixinhos que, depois de perder o respeito, começam a bicar qualquer nadador que fique parado por muito tempo. Ao longo dos dias, apelidamos a lagoa de M&M: mar de merda. Foi meu tio que avistou a sinistra embarcação flutuando por aí...

Um dia, entediado à beira da lagoa, olhei para meu primo Marcelo. Ele olhou de volta com aquele olhar sacana. Minutos depois havíamos colocado a piscina de fibra de vidro que encontramos na garagem dentro da lagoa e estávamos navegando-a pelo M&M. Ele com um remo e eu com uma raquete de frescobol. Enquanto isso, as duas únicas meninas da nossa idade em todo o condomínio passeavam pela praia. Incineramos nosso filme, mas foi divertido. Ruba-dub-dub...

Dentro da casa, fiquei cogitando por que que todas as casas de praia às quais eu estivera sempre tinham quadros similares do Mucha e Toulouse-Lautrec. But that's just me, maníaco por padrões e semelhanças, certo?

Passei as manhãs (que se estendiam até as quatro da tarde...) nas praias da região, debaixo do guarda-sol, fingindo não me incomodar por estar sendo sumariamente ignorado pelos meus primos. Pelo menos serviu pra pegar uma cor, que deve ter sumido antes de meu embarque para a Itália... (COUNTDOWN: T - 24 days). Aproveitei um pouco de mar, e aprendi que nem todas as aguas-vivas queimam. Aliás, naquela região, apesar do alarmante número delas, quase nenhuma era nociva. E adorei a praia do Vargas, com aquelas ondas que eu tanto gosto e que deixam mãe e tias temendo pela minha integridade física...

Passei algumas tardes brincando com uma cachorrinha bebê que nem conseguia subir escadas ainda. Mas era uma coisinha pequena, peluda e branca que mordia e atacava com uma tenacidade sem igual. Jurava que podia me subjugar. Eu deixava que ela me mordesse a mão, o braço, meus pertences, até cansar enquanto eu ria. Daí colocava-a no meu colo e dormíamos um bocado juntos.

Outras tardes, cansado de ser ignorado, saía para o campo de futebol sempre vazio pra jogar bumerangue. Ninguém por quilômetros. Apenas o vento trazendo aquele pedaço de plástico amarelo de volta pra mim. Um dia, numa jogada falhada onde o bumerangue voôu além do meu alcance, uma garotinha ruiva veio trazê-lo de volta. Parecia ter saído do nada. Me sorriu aquele sorriso gostoso de crianças de sete anos enquanto me dava o brinquedo. Perguntei o nome: Thaís. Essa cena estava ficando surreal demais...

A passagem de ano em si foi uma bosta. Quer dizer, belos fogos, claro. Mas faltou mágica. Contento-me percebendo outro daqueles padrões que só eu percebo: todos os meus reveillons ruins foram presságios de anos muito bons...