Estou assistindo às palestras da 18a semana da criação publicitária. Ontem foi a palestra da alemã Judith Mair, presidente Mair u. a. e autora do livro The end of Lust (Schluss von Lustig!), que com uma dialética sem muitos rodeios conseguiu convencer que o ambiente de trabalho não deve ser divertido e que horários flexíveis são uma armadilha (posso discorrer sobre o tema se alguém quiser....). Muito interessante a palestra dela.
Mas o ponto mais interessante para mim foi a resposta que ela deu à minha pergunta:
Leão- Judith, eu sou estudante do quarto ano de publicidade. Estou atualmente procurando emprego. Aqui no Brasil, não só na área de publicidade mas em muitas outras, nós iniciantes enfrentamos um paradoxo: as empresas não contratam quem não tem experiência, e nós não conseguimos experiência a menos que sejamos contratados. Me parece que os alemães são um povo muito pragmático e gostaria de saber se isso acontece na Alemanha e que solução ou sugestão você tem para dar sobre isso.
Judith- (sorriso) Sim, isso acontece na Alemanha também. No meu caso, eu consegui alguém que me escrevesse uma carta de referência e menti.... (risadas da platéia)
Alguém aí pode escrever cartas de referência??
Bits and pieces of my life that everyone ignores when I speak, but someone reads when I write.
quarta-feira, março 31, 2004
terça-feira, março 30, 2004
Potencializando o último post:
Estive vendo alguns vídeos que minha avó me emprestou sobre um homem chamado Joseph Campbell, um estudioso de cultura e mitologia. Em um vídeo em particular, ele fala sobre a figura da deusa, hoje ressucitada na figura de Gaia, a Terra. Diz Campbell que as primeiras culturas, vendo o poder que a mulher tinha de gerar vida e nutrir a vida, como a terra gera e nutre vida, relacionaram a mulher a este tipo de "magia". Isso e o fato de que elas tinham ciclos de 28 dias, como a lua e outras tantas coisas na natureza, tornavam-nas seres místicos, em contato direto com o mundo e as razões da existência. Sobre a lua, ele faz uma associação particularmente interessante, sendo que ela "morre" por três dias (lua nova) e ressucita para outro ciclo. As primeiras divindades eram obviamente femininas e tinham o poder de dar e tirar a vida. Vida e morte. E era uma cultura associada a agricultura, à colheita, ao sedentarismo e ao tempo.
E então vieram as culturas relacionadas aos animais, à caça, ao pastoreio, os nomades para os quais tudo tinha que ser bigger, better, faster, stronger. Culturas que prezavam divindades guerreiras, caçadoras, mortíferas, punidoras e principalmente masculinas. E eles enterraram ou subjugaram a crença nas divindades femininas. Por vezes ainda tiveram a decência de deixar-lhes algum papel secundário no grande esquema das coisas (Cristianismo: ator principal -- Jesus / Deus; atriz coadjuvante -- Virgem Maria). É bizarro ver que às vezes eles se proclamam "além da diferenciação dos sexos", como se fossem algo superior a isso, e logo depois jogam a figura feminina na lama, enquadrando-a como a razão de todos os males.
Outro ponto interessante: na enorme maioria das culturas de divindades femininas, o corpo da divindade é o próprio universo. Nas divindades masculinas, estas produzem um universo fora delas, como Deus criando o Homem do barro.
Estive vendo alguns vídeos que minha avó me emprestou sobre um homem chamado Joseph Campbell, um estudioso de cultura e mitologia. Em um vídeo em particular, ele fala sobre a figura da deusa, hoje ressucitada na figura de Gaia, a Terra. Diz Campbell que as primeiras culturas, vendo o poder que a mulher tinha de gerar vida e nutrir a vida, como a terra gera e nutre vida, relacionaram a mulher a este tipo de "magia". Isso e o fato de que elas tinham ciclos de 28 dias, como a lua e outras tantas coisas na natureza, tornavam-nas seres místicos, em contato direto com o mundo e as razões da existência. Sobre a lua, ele faz uma associação particularmente interessante, sendo que ela "morre" por três dias (lua nova) e ressucita para outro ciclo. As primeiras divindades eram obviamente femininas e tinham o poder de dar e tirar a vida. Vida e morte. E era uma cultura associada a agricultura, à colheita, ao sedentarismo e ao tempo.
E então vieram as culturas relacionadas aos animais, à caça, ao pastoreio, os nomades para os quais tudo tinha que ser bigger, better, faster, stronger. Culturas que prezavam divindades guerreiras, caçadoras, mortíferas, punidoras e principalmente masculinas. E eles enterraram ou subjugaram a crença nas divindades femininas. Por vezes ainda tiveram a decência de deixar-lhes algum papel secundário no grande esquema das coisas (Cristianismo: ator principal -- Jesus / Deus; atriz coadjuvante -- Virgem Maria). É bizarro ver que às vezes eles se proclamam "além da diferenciação dos sexos", como se fossem algo superior a isso, e logo depois jogam a figura feminina na lama, enquadrando-a como a razão de todos os males.
Outro ponto interessante: na enorme maioria das culturas de divindades femininas, o corpo da divindade é o próprio universo. Nas divindades masculinas, estas produzem um universo fora delas, como Deus criando o Homem do barro.
sexta-feira, março 26, 2004
Repentinamente me peguei pensando na ocasião da morte de meu primo há dois anos. Na verdade, não especificamente a morte dele, mas todo o quadro em volta disso. O suicídio de seu pai, seu conseqüente uso de drogas... E flashes de sua mãe, minha tia, em seu enterro. A força daquela mulher para superar essas coisas (superar, não esquecer...) e seguir em frente com a vida. A força da minha prima, irmã dele. Voltei para casa pensando em como estava diante de mim mais um retrato desta época de mulheres absurdamente fortes e resistentes, e homens médios, que por vezes desistem de tudo ou buscam refúgio. O tipo de coisa de que falei no meu trabalho de graduação. Ainda desafio algum homem a deixar seu orgulho masculino de lado e concordar comigo.
quarta-feira, março 24, 2004
Assisti a Paixão de Cristo, do Mel Gibson. Vou abrir este post dizendo que é isso o que resulta quando uma pessoa deixa-se cegar por sua paixão (dito aqui sem intenção de parodiar o título do filme) por algo a ponto de colocar a razão em segundo plano. A seguir, estarei comentando sobre alguns dos diversos erros cinematográficos e bíblicos cometidos por Gibson. É claro que, quanto aos bíblicos, não julgo saber tudo a respeito do tema. Assim que por favor corrijam-me se eu estiver errado.
Falemos de cinema. Gibson teve alguns lances inspirados ao se basear em quadro relativamente conhecidos para fazer várias das cenas. Lembro-me de ter visto a mesma composição da cena da descida da cruz em algum quadro, embora não lembre de quem é. O Cristo incrivelmente flagelado parece lembrar muito o Cristo de Grünewald
Falemos de bíblia. Novamente, Gibson se importou com alguns pormenores desconhecidos, como o personagem de Elias, que o ajuda a carregar a cruz. Diz-se que, quando Cristo foi crucificado e falou a famosa "Pai, por que me abandonaste?", ele empregou o termo hebraico "Elohim" para designar o Pai, e os romanos julgaram que ele estivesse chamando Elias para descê-lo da cruz. E novamente, Gibson se esquece de outras coisas importantes. Por exemplo, Cristo diz "Tenho sede" e, no filme, um soldado lhe dá uma esponja com água na ponta de uma lança. Na bíblia, a esponja contém vinho, e é mais uma tortura do que uma concessão. Há algo de que não estou certo: no filme, a caminho da crucificação, uma mulher oferece a Cristo uma toalha para que enxugue o rosto. Ele o faz e algumas tomadas depois, a moça aparece segurando uma toalha com o conhecido rosto de Cristo impresso no sudário. Aquilo é o sudário? Não era pra ser o pano colocado sobre o rosto de Cristo quando o sepultaram? Mas quanto a esta, não tenho certeza. Outro assunto sobre o qual as opiniões divergem: já ouvi falar que os pregos não atravessaram as mãos de Cristo, pois não conseguiriam sustentar o corpo todo, tendo atravessado os pulsos, que tem uma estrutura óssea mais firme. No filme, o Cristo é amarrado além de pregado, para garantir maior sustento. Gibson dá uma boa solução para o dilema e os pregos atravessam as mãos mesmo. Aliás, curiosidade: a crucificação matava por asfixia. Tente carregar um peso nos ombros com os braços abertos e você verá que vai chegar uma hora onde fica difícil respirar. É por isso que causa tanto espanto Cristo ter gritado o "Pai, por que me abandonaste" antes de morrer.
Concluíndo, acho que tive a mesma opinião que todo mundo teve sobre este filme: uma carnificina sem precedentes que não adiciona nenhum ponto de vista novo a esta história, servindo apenas para chocar. Nem mesmo a soturna figura do demônio, com sua maquiagem de Entrevista com o Vampiro, é algo novo: vide A última tentação de Cristo e a Joana D'Arc de Luc Besson.
terça-feira, março 23, 2004
Sim, há muito tempo não escrevo aqui...
O fato é que a vida não tem sido assim tão inspiradora ultimamente. A rotina diária de visitar agências evolui muito pouco: no começo, eu ouvia toda sorte de correções interessantes e comentários sobre as peças, as ilustrações, o que colocar primeiro, o que colocar por último, o que não colocar. E fui corrigindo (e gastando uma elevada quantia de dinheiro para os meus padrões de desempregado...) e melhorando. Até que cheguei no ponto atual, onde não ouço mais tantos conselhos. Eles foram substituídos pelo mesmo monólogo: "Gostei muito da sua pasta, mas infelizmente estamos sem vaga para estágio no momento. Eu acabei de contratar um estagiário na semana passada e ele está indo muito bem. Mas se surgir alguma coisa eu te aviso."
Há sim algumas pequenas trivialidades a relatar, como o nome da empresa que eu fui alguns dias atrás, Rino. O mascote é obviamente um rinoceronte. Que fabuloso início de carreira seria: Leão, que já trabalhou com o Coelho na faculdade, começou sua carreira estagiando na Rino... Bem vindo à selva...
Mas no geral, a vida tem sido um tanto monótona. Por isso, além de não me sobrar muito sobre o que escrever, tenho procurado algumas fugas da realidade, viciado-me em video-game, nas pinturas do ateliê Cincopias. Estou hibernando à espera de tempos mais interessantes.
O fato é que a vida não tem sido assim tão inspiradora ultimamente. A rotina diária de visitar agências evolui muito pouco: no começo, eu ouvia toda sorte de correções interessantes e comentários sobre as peças, as ilustrações, o que colocar primeiro, o que colocar por último, o que não colocar. E fui corrigindo (e gastando uma elevada quantia de dinheiro para os meus padrões de desempregado...) e melhorando. Até que cheguei no ponto atual, onde não ouço mais tantos conselhos. Eles foram substituídos pelo mesmo monólogo: "Gostei muito da sua pasta, mas infelizmente estamos sem vaga para estágio no momento. Eu acabei de contratar um estagiário na semana passada e ele está indo muito bem. Mas se surgir alguma coisa eu te aviso."
Há sim algumas pequenas trivialidades a relatar, como o nome da empresa que eu fui alguns dias atrás, Rino. O mascote é obviamente um rinoceronte. Que fabuloso início de carreira seria: Leão, que já trabalhou com o Coelho na faculdade, começou sua carreira estagiando na Rino... Bem vindo à selva...
Mas no geral, a vida tem sido um tanto monótona. Por isso, além de não me sobrar muito sobre o que escrever, tenho procurado algumas fugas da realidade, viciado-me em video-game, nas pinturas do ateliê Cincopias. Estou hibernando à espera de tempos mais interessantes.
terça-feira, março 16, 2004
Yesterday there was this session of Princess Mononoke at the university. Really good anime, highly recommended to anime lovers. It tells a tale about the battle between man and the spirits of the forest, the eternal struggle for one to subdue the other. Beautiful graphics, very skilled animation and cute characters. That's all I can say.
sexta-feira, março 12, 2004
quinta-feira, março 04, 2004
Perhaps fate intervened...
I was coming home from an art supply store. The day was stressingly hot and I had beaten mostly all of the heavy metropolitan traffic in a fit of rage, taking parallel streets and little known paths. Finally, I was a block away from home. The anticipation of a nice meal and a yellow traffic light made me step on the gas and pick up speed. Just then, the lady on my left decided to make a sharp right with no warning whatsoever. My tires screeched, but to no avail: my left front corner hit the right back corner of her car, breaking one of my lights, denting my bumper and scratching the paint of her vehicle. No greater damage. We stopped ahead. She was shaking badly and muttering a chain of apologies. We inspected the damage on the cars and, since we were both in a hurry, exchanged numbers to fix everything when the time was right. She gave me her card and I quickly noticed under her name an e-mail with the name of a producer agency, a company that might hire illustrators.
Go on, tell her!! hissed the voice in my head.
I grabbed the chance, told her I was looking for a job as an illustrator and such. She laughed. Could it be any more convenient? Later, when I called, she told me she practically left her agency to hit my car. She had a meeting scheduled on the following day and, making a confusion with the dates, she had left for the meeting the day before. After the crash, she figured the mistake looking at her schedule and returned to the agency. As if she had gone specifically after me.
I am not a believer in superstitions nor in religion. But I must admit these things make me wonder...
I was coming home from an art supply store. The day was stressingly hot and I had beaten mostly all of the heavy metropolitan traffic in a fit of rage, taking parallel streets and little known paths. Finally, I was a block away from home. The anticipation of a nice meal and a yellow traffic light made me step on the gas and pick up speed. Just then, the lady on my left decided to make a sharp right with no warning whatsoever. My tires screeched, but to no avail: my left front corner hit the right back corner of her car, breaking one of my lights, denting my bumper and scratching the paint of her vehicle. No greater damage. We stopped ahead. She was shaking badly and muttering a chain of apologies. We inspected the damage on the cars and, since we were both in a hurry, exchanged numbers to fix everything when the time was right. She gave me her card and I quickly noticed under her name an e-mail with the name of a producer agency, a company that might hire illustrators.
Go on, tell her!! hissed the voice in my head.
I grabbed the chance, told her I was looking for a job as an illustrator and such. She laughed. Could it be any more convenient? Later, when I called, she told me she practically left her agency to hit my car. She had a meeting scheduled on the following day and, making a confusion with the dates, she had left for the meeting the day before. After the crash, she figured the mistake looking at her schedule and returned to the agency. As if she had gone specifically after me.
I am not a believer in superstitions nor in religion. But I must admit these things make me wonder...
quinta-feira, fevereiro 26, 2004
Eis que o carnaval acabou...
Foi o segundo carnaval consecutivo que eu passei por aqui, imerso em desfiles, samba e uma cidade deliciosamente vazia. Ano que vem, vou fugir do carnaval como boa parte dos meus conhecidos. Preciso de f?rias disso... No ano passado, desfilei pela ?guia de Ouro, depois de passar um m?s ajudando na constru??o dos carros aleg?ricos. Mau press?gio: foi justamente o ano em que a ?guia quase foi rebaixada... Nesse ano passamos o carnaval em outro lugar do samb?dromo: a arquibancada. E vimos, eu e Tink, o desastre da Gavi?es bem na nossa frente. Se me permitem o deboche, foi ir?nico ver como tudo aquilo se encaixava no enredo do samba da escola, que contava as revolu??es que aconteceram no pa?s. O ?ltimo carro, o do acidente, fazia uma apologia a uma "revolu??o corintiana", como se fosse a revolu??o das revolu??es. E n?o deu outra: corintiano entrou na avenida e destruiu tudo. S? podia ser mesmo....
Dia seguinte, e eu assistindo o desfile pela TV. Eis que entra a Caprichosos, homenageando a Xuxa. Logo de cara, o primeiro carro traz um mago medonho carregando um beb? loiro gigantesco. Coisa de fazer crian?a ter pesadelo. O carro seguinte segue com uma representa??o da Xuxa crian?a, parecendo um boneco estilo "Briquedo Assassino". Crian?as negras travestidas de loiras, com apliques nos cabelos.
Meia hora passada de desfile e os rep?rteres decidem entrevistar a estrela da festa. L? est? ela, com tamanha cara de medo que a torna irreconhec?vel. Dizia que s? mostraria a roupa na hora de subir no carro, mas j? adiantava que n?o mostraria o corpo porque ela ? m?e. Mas quinze minutos depois, l? estava ela, com um decote tamanho que os seios quase voavam pra fora, e "algo" da cintura pra baixo que lhe tampava o sexo mas mostrava o suficiente... Detalhe: apesar dos carros estarem abarrotados de crian?as, a filha dela n?o figurava entre elas. S? posso dizer que n?o gostei.
Mas nem tudo foi t?o p?ssimo. As comiss?es de frente, salvo algumas excess?es, estava maravilhosas. Destaque para a ?guia de Ouro.
Bom, chega de carnaval, vamos em frente com a vida.
Foi o segundo carnaval consecutivo que eu passei por aqui, imerso em desfiles, samba e uma cidade deliciosamente vazia. Ano que vem, vou fugir do carnaval como boa parte dos meus conhecidos. Preciso de f?rias disso... No ano passado, desfilei pela ?guia de Ouro, depois de passar um m?s ajudando na constru??o dos carros aleg?ricos. Mau press?gio: foi justamente o ano em que a ?guia quase foi rebaixada... Nesse ano passamos o carnaval em outro lugar do samb?dromo: a arquibancada. E vimos, eu e Tink, o desastre da Gavi?es bem na nossa frente. Se me permitem o deboche, foi ir?nico ver como tudo aquilo se encaixava no enredo do samba da escola, que contava as revolu??es que aconteceram no pa?s. O ?ltimo carro, o do acidente, fazia uma apologia a uma "revolu??o corintiana", como se fosse a revolu??o das revolu??es. E n?o deu outra: corintiano entrou na avenida e destruiu tudo. S? podia ser mesmo....
Dia seguinte, e eu assistindo o desfile pela TV. Eis que entra a Caprichosos, homenageando a Xuxa. Logo de cara, o primeiro carro traz um mago medonho carregando um beb? loiro gigantesco. Coisa de fazer crian?a ter pesadelo. O carro seguinte segue com uma representa??o da Xuxa crian?a, parecendo um boneco estilo "Briquedo Assassino". Crian?as negras travestidas de loiras, com apliques nos cabelos.
Meia hora passada de desfile e os rep?rteres decidem entrevistar a estrela da festa. L? est? ela, com tamanha cara de medo que a torna irreconhec?vel. Dizia que s? mostraria a roupa na hora de subir no carro, mas j? adiantava que n?o mostraria o corpo porque ela ? m?e. Mas quinze minutos depois, l? estava ela, com um decote tamanho que os seios quase voavam pra fora, e "algo" da cintura pra baixo que lhe tampava o sexo mas mostrava o suficiente... Detalhe: apesar dos carros estarem abarrotados de crian?as, a filha dela n?o figurava entre elas. S? posso dizer que n?o gostei.
Mas nem tudo foi t?o p?ssimo. As comiss?es de frente, salvo algumas excess?es, estava maravilhosas. Destaque para a ?guia de Ouro.
Bom, chega de carnaval, vamos em frente com a vida.
sexta-feira, fevereiro 20, 2004
Conversando com a empregada novamente.
Ela sempre acaba associando qualquer assunto a religião, embora não seja aquele tipo de crente que se faz de vítima do mundo. E no meio dessas conversas de entes superiores, vida e morte, ela veio falar que quando Deus quer tirar a vida de alguém, não há solução. Mas em vez de dizer "morte", ela tampava o nariz e a boca com uma mão, como se, para matar alguém, Deus fizesse a mesma coisa, sufocando a pessoa. "Tirando-lhe o fôlego", ela dizia. Conceito peculiar da morte...
Me fez lembrar que, quando pequeno, eu achava que um enfarto tinha algo a ver com a respiração. Talvez fosse por causa do "f". E naquela época houveram muitos enfartos. Sempre vinha-me à cabeça a imagem da pessoa em questão, tentando desesperadamente respirar, sem sucesso.
Ela sempre acaba associando qualquer assunto a religião, embora não seja aquele tipo de crente que se faz de vítima do mundo. E no meio dessas conversas de entes superiores, vida e morte, ela veio falar que quando Deus quer tirar a vida de alguém, não há solução. Mas em vez de dizer "morte", ela tampava o nariz e a boca com uma mão, como se, para matar alguém, Deus fizesse a mesma coisa, sufocando a pessoa. "Tirando-lhe o fôlego", ela dizia. Conceito peculiar da morte...
Me fez lembrar que, quando pequeno, eu achava que um enfarto tinha algo a ver com a respiração. Talvez fosse por causa do "f". E naquela época houveram muitos enfartos. Sempre vinha-me à cabeça a imagem da pessoa em questão, tentando desesperadamente respirar, sem sucesso.
My first job interview...
Had my first formal job interview today. And by "formal", I mean I had to dress up. I love formal attire. There's a feeling of power to it. Since I had to dress up, you can imagine this wasn't a job at an advertising company. Those interviews are slightly more easy-going. This was a pharmaceutical company that supplies generic drugs to drugstores in my area. It's ironic: father spent twenty years or so in the pharmaceutical marketing business. I never thought I might eventually work in that area...
Look at me... Writting as if the job was already mine. As if I even had a chance. Nothing could be farther from the truth. We all arrived sharply at nine o'clock. We were put in a waiting room for about half an hour and I grinned as I opened my book: I was prepared for the waiting... I had enough time to finish it and engage in some pointless chit-chat with the other guys 'till they called us. In the elevator, I couldn't help feeling that ever-present inferiority complex, as I noticed that all the other guys loomed over me like skyscrapers. Seems I'll be the eternal child after all... I was amidst the first that went into the conference room. This young lady, roughly thirty, and seemingly under the effect of some kind of stimulant, greeted us all with a firm handshake. Me and my problem with names...
What was her's?? We talked briefly and she liked my resumé, making special notice to the organization, my quick work at Aguia de Ouro last year and my ability with languages. However, she did seem bothered by the fact that everything there pointed to someone who'd be better off on the art department, perhaps creating ads and such instead of doing marketing. My sole excuse was that I wanted to learn. Tink usually says that, and it sounds nice...
Anyway, results come in next wednesday. But as the expression goes: don't quit your day job.
As if I had one....
Look at me... Writting as if the job was already mine. As if I even had a chance. Nothing could be farther from the truth. We all arrived sharply at nine o'clock. We were put in a waiting room for about half an hour and I grinned as I opened my book: I was prepared for the waiting... I had enough time to finish it and engage in some pointless chit-chat with the other guys 'till they called us. In the elevator, I couldn't help feeling that ever-present inferiority complex, as I noticed that all the other guys loomed over me like skyscrapers. Seems I'll be the eternal child after all... I was amidst the first that went into the conference room. This young lady, roughly thirty, and seemingly under the effect of some kind of stimulant, greeted us all with a firm handshake. Me and my problem with names...
Anyway, results come in next wednesday. But as the expression goes: don't quit your day job.
As if I had one....
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Foi Thaís quem me deu as boas vindas ao ateliê Cincopias, desta vez como integrante. E foi ela quem tinha me dado as boas vindas como mero visintante, pintor/inquilino temporário, para o tempo que passei lá no ano passado, pintando os retratos.
Desta vez, como da outra, Thaís me mostrou o lugar, falou de como tudo estava organizado, como se eu de fato nunca houvesse estado lá. E depois pediu-me para definir qual seria o meu lugar. Não que houvessem áreas restritas: o ateliê era de todos. Mas algumas áreas eram "mais de fulano", ou "siclana tinha dominado". Como não sabia ao certo quanto espaço eu precisaria para minhas bizarrices, pedi apenas uma parede, no quarto "dominado" pela Bela, ao lado do "espaço da Gisela", onde eu já estendera a tela para o Golgotha, pintada de preto na minha visita anterior. O engraçado é que a tal parede tinha uma janela bem no meio. Embora isso diminuisse a minha área de trabalho, me dava uma vista privilegiada da comédia da vida pública que acontecia lá fora. No mais, sempre ouvi a comparação entre pinturas e janelas para mundos imaginários, e parecía-me cômico estender minhas janelas ao lado de uma janela de verdade...
Desta vez, como da outra, Thaís me mostrou o lugar, falou de como tudo estava organizado, como se eu de fato nunca houvesse estado lá. E depois pediu-me para definir qual seria o meu lugar. Não que houvessem áreas restritas: o ateliê era de todos. Mas algumas áreas eram "mais de fulano", ou "siclana tinha dominado". Como não sabia ao certo quanto espaço eu precisaria para minhas bizarrices, pedi apenas uma parede, no quarto "dominado" pela Bela, ao lado do "espaço da Gisela", onde eu já estendera a tela para o Golgotha, pintada de preto na minha visita anterior. O engraçado é que a tal parede tinha uma janela bem no meio. Embora isso diminuisse a minha área de trabalho, me dava uma vista privilegiada da comédia da vida pública que acontecia lá fora. No mais, sempre ouvi a comparação entre pinturas e janelas para mundos imaginários, e parecía-me cômico estender minhas janelas ao lado de uma janela de verdade...
terça-feira, fevereiro 17, 2004
Há alguns dias vi algo inédito (pelo menos pra mim...) em termos de propaganda. Meu pai me chamou a atenção: ele estava mudando de canais, procurando qualquer coisa pra ver, quando começou em determinado canal um anúncio da Kaiser. Na inércia de mudar de canal, ele passou para o seguinte, que também veiculava o mesmo anúncio da Kaiser. E o seguinte também. E o seguinte... Um anúncio veiculado em rede nacional, em pleno horário nobre de domingo. Todos os canais de TV aberta. Incrível.
Três questões obviamente surgiram:
1) Quanta grana foi gasta só pra isso?
2) Vai passar de novo (o que aumentaria ainda mais a resposta da pergunta anterior...)?
3) Alguém que eu conheça também viu isso?
Obviamente, pra você que não dá a mínima para publicidade, isto é um fato banalíssimo, e este post mais ainda.
Três questões obviamente surgiram:
1) Quanta grana foi gasta só pra isso?
2) Vai passar de novo (o que aumentaria ainda mais a resposta da pergunta anterior...)?
3) Alguém que eu conheça também viu isso?
Obviamente, pra você que não dá a mínima para publicidade, isto é um fato banalíssimo, e este post mais ainda.
If you have a Nintendo 64, you should really check out this week's comic at VG Cats... A simple, yet smart critic to Nintendo's sales strategy.
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